Em reunião da ONU Angelina Jolie deplora violência de gênero em conflito

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Enviada especial da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, lembrou que o 4º Protocolo das Convenções de Genebra, que protegem mulheres de violência especialmente estupros, completou 68 anos, mas a exploração de "civis inocentes" em conflitos, continua.

Angelina Jolie em discurso na Conferência Ministerial de Defesa. Foto: Reprodução vídeo

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.*

A atriz e enviada especial das Nações Unidas, Angelina Jolie, defendeu a proteção de mulheres da violência sexual em conflitos.

Ela discursou no encerramento da Conferência Ministerial de Defesa, realizada pelo governo do Canadá e pela ONU, em Vancouver.

A enviada especial lembrou que o sofrimento das vítimas continua apesar dos 68 anos da publicação do 4º Protocolo das Convenções de Genebra que protegem as mulheres da violência, especialmente estupros.

Conflitos

Angelina Jolie que atua na Agência da ONU para Refugiados, Acnur, lembrou os 65 milhões de pessoas obrigadas a fugir de suas casas por causa da violência. Ela ressaltou os conflitos armados no Iêmen, no Iraque, em Mianmar e na Síria.

Jolie afirmou que as mulheres e as crianças são a maioria das vítimas de conflitos em guerras no mundo. Ela lembrou ainda que a Resolução do Conselho de Segurança 1325 que pede o fim da exclusão de mulheres das negociações de paz, e proteção especial para mulheres e meninas de violência sexual em conflitos e um fim à impunidade.

A atriz contou que a violência sexual está presente em todos os setores e que afeta mulheres e homens.

Vontade

Jolie disse afirmou que existem três mitos sobre o tema da violência sexual. O primeiro é de que o crime é sexual. Ela contou as visitas que fez a acampamentos de refugiados e os casos de estupros que ouviu. Segundo a enviada especial, existe o mito de que violência sexual é crime, mas uma espécie menor de delito. Para a atriz, o terceiro mito sobre o tema: muitas pessoas ainda acreditam que não é possível fazer nada contra o crime da violência sexual em situações de guerra.

Angelina Jolie afirmou que apesar de ser difícil não é impossível porque existem leis e instituições e perícia para colher as provas. Segundo ela, o que falta é a vontade política de fazer mais.

A enviada especial do Acnur encerrou dizendo que não existe nada pior que pessoas em uniforme militar, que devem proteger a população, tornarem-se agressores.

Angelina Jolie lembrou o bom exemplo de boinas-azuis que conheceu ao visitar missões de paz da ONU e como eles trabalhavam com afinco para levar proteção em meio a conflitos.

Missões

Já o subsecretário-geral para Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, lembrou que a ONU não pode vencer sozinha os desafios da reforma das operações de paz e que precisa de parceiros. Durante a conferências em Vancouver, foram feitas 46 novas promessas de colaboração par as missões de paz no mundo.

Ao todo, 48 delegações participam da reunião no Canadá.

O primeiro-ministro do país, Justin Trudeau, discursou no encerramento divulgando os Princípios de Vancouver, acordados por 55 países, e que incluem esforços para prevenção do recrutamento de crianças-soldado entre outras ações.

*Com reportagem de Matthew Wells, enviado especial da ONU a Vancouver.

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