Banco Mundial analisa diferenças salariais na América Latina e no Caribe

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Desigualdades diminuíram no começo dos anos 2000; região precisa investir em educação e produtividade para sustentar esse avanço; relatório incentiva busca por fontes de crescimento além das matérias primas.

Brasil tem destaque entre os 17 paises analisados pelo estudo. Foto: Agência Brasil/Tânia Rego

Mariana Ceratti, de Brasília, para a ONU News.*

Um relatório lançado pelo Banco Mundial, nesta terça-feira em Washington, destaca a redução da desigualdade salarial na América Latina e no Caribe no início dos anos 2000.

Entre 2002 e 2013, houve queda de 6 pontos no coeficiente de Gini, motivada pelo bom crescimento econômico, devido à alta do preço das matérias-primas, e pela melhoria no acesso à educação.

Progresso

Segundo o documento, a região conseguiu esses avanços enquanto o resto do mundo lutava contra o aumento da desigualdade.

O estudo contempla 17 países da região e analisa dois deles em profundidade: o Brasil, onde as diferenças salariais diminuíram; e a Costa Rica, o único local onde elas se ampliaram.

No Brasil, os aumentos no salário mínimo e no emprego formal também contribuíram para esse progresso no começo dos anos 2000. A economista portuguesa Joana Silva, coautora do relatório, traz mais detalhes.

Motivo

“O principal motivo pelo qual a desigualdade salarial diminuiu foi por uma forte expansão dos salários dos trabalhadores menos qualificados. Em todos os países, o aumento dos salários dos trabalhadores menos qualificados na primeira década dos anos 2000 foi superior ao aumento dos salários dos trabalhadores qualificados e isso reduziu o gap (distância) entre eles."

Depois de a América Latina e o Caribe mostrarem que era possível crescer com equidade, a região sofreu com uma desaceleração econômica entre 2012 e 2016. Mas, segundo os autores, isso não significa que foram perdidos todos os avanços feitos na questão salarial.

Contexto

Agora que a região volta a crescer lentamente, o documento recomenda investir em políticas para melhorar a qualidade da educação, a produtividade e a competitividade. É o que explica Joana Silva.

“No contexto atual, de menor crescimento econômico, a desigualdade continua a cair, mas a um ritmo mais lento. E progresso adicional vai exigir, agora, mais trabalho."

Finalmente, como já apontaram outros estudos do Banco Mundial sobre América Latina e Caribe, o relatório enfatiza a necessidade buscar fontes de crescimento econômico além das matérias primas.

*Reportagem do Banco Mundial Brasil.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 22 DE NOVEMBRO DE 2017
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