Após querer investigar mortes nas Filipinas, relatora sofre ameaças

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Alto comissário dos Direitos Humanos informou que ações contra especialista incluem abusos online e ameaças físicas; nota menciona pronunciamentos de líder filipino e atuação de seus simpatizantes.

Conselho de Direitos Humanos em Genebra. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O chefe de Direitos Humanos da ONU afirmou que existe uma "campanha e repetidos ataques pessoais" do presidente Filipino Rodrigo Duterte aparentemente para intimidar uma especialista a não cumprir o seu mandato no país.

Em nota, Zeid Al Hussein condenou "nos termos mais fortes" o tratamento à relatora sobre execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias Agnes Callamard, e "o desrespeito ao órgão que a nomeou".

Insultos 

O documento destaca haver "insultos repetidos e ameaças de violência física" feitos pelo líder das Filipinas e pelos seus simpatizantes.

Na semana passada, Duterte ameaçou esbofetear Callamard se ela investigasse supostas execuções extrajudiciais. Em junho, ela sofreu a mesma ameaça após criticas da relatora à campanha de “guerra contra a droga”, que provocou milhares de mortos.

Provocação

Para Zeid,  ao comentar a situação nas Filipinas, Callamard atuou de forma clara e totalmente de acordo com seu mandato.

A nota destaca que ainda que a especialista foi vítima de tentativa de abuso online, que inclui ameaças físicas "no que parece ser uma operação prolongada e bem orquestrada de provocação através da internet e das mídias sociais".

*Apresentação: Monica Grayley.

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