Apelo ao Conselho de Segurança para travar destruição e tráfico de patrimônio

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Unesco pede ao órgão que mais seja feito para deter tráfico de herança cultural; medidas incluem ações para aumento de consciência sobre o tema, partilha de dados e treino de forças de operações de paz.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O Conselho de Segurança abordou esta quinta-feira a destruição e o tráfico de patrimônio cultural por grupos terroristas e em situações de conflito armado.

Na ocasião, a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, disse que apesar de "sinais positivos de mudança profunda" em vários países, "mais precisa ser feito".

Consciência

A representante disse que primeiro os países devem aumentar a consciência sobre a resolução 2347, para que seja reforçada a sua implementação por todos os Estados-membros.

Para Azoulay, essa decisão que foi adotada em setembro, é um grande avanço e um "testemunho da importância da cultura, não só para responder a conflitos mas também para evitar a radicalização e combater o extremismo violento".

A Unesco também quer que seja facilitada a coleta de dados e a partilha de informações sobre rotas de tráfico e sobre avaliação dos danos.

A agência enviou missões para um exame rápido com o propósito de tomar medidas de proteção de emergência nas cidades de Palmira, na Síria, e de Nimrud, Ashur e mais recentemente em Mossul no Iraque.

Mandatos

A responsável quer que os boinas-azuis sejam treinados para proteger sítios do patrimônio cultural, e que o tema seja levado em conta nos mandatos das missões de manutenção da paz.

Um dos exemplos de referência no tema é o sucesso da cooperação entre a Unesco e a Missão da ONU no Mali, Minusma.

Conflitos

Dentre os 82 sítios de Patrimônio Mundial da Unesco na região árabe, 17 estão no Lista de Patrimônio Mundial em Perigo por causa de conflitos armados.

A chefe da agência disse que mais de 100 locais de patrimônio cultural foram destruídos em todo o Iraque.

Os seis sítios do Patrimônio Mundial na Síria foram severamente afetados, incluindo Palmira. A antiga cidade de Alepo, considerada uma das mais antigas do mundo, está agora reduzida a escombros.

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