2017 deve ser um dos três anos mais quentes, com clima extremo recorde

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Organização Mundial de Meteorologia divulgou Declaração sobre o Estado do Clima nesta segunda-feira, dia da abertura da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, COP 23.

Imagem: OMM

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

Segundo a Organização Mundial de Meteorologia, é muito provável que 2017 seja um dos três anos mais quentes da história, com muitos eventos de alto impacto, como grandes furacões e enchentes, ondas de calor e seca.

A agência alertou que indicadores de mudança climática, como concentrações cada vez maiores de dióxido de carbono, aumento do nível do mar e acidificação do oceano continuam.

Gelo

Além disso, a cobertura de gelo do Ártico permanece abaixo da média e a extensão do gelo do mar da Antártica, previamente estável, estaria perto de uma baixa recorde.

A Declaração sobre o Estado do Clima da OMM, divulgada nesta segunda-feira, afirma que a temperatura média global entre janeiro e setembro de 2017 ficou aproximadamente 1,1º Celsius acima da era pré-industrial.

Segundo a agência, devido ao forte fenômeno El Niño, é provável que 2016 continue sendo o ano mais quente já registrado, com 2017 e 2015 vindo em segundo ou terceiro. O período de cinco anos entre 2013 e 2017 deve ser o mais quente da história.

Assista ao vídeo sobre uma iniciativa, com apoio da ONU, para adaptação a problemas relacionados ao clima em Moçambique.

COP 23

A Declaração da OMM foi divulgada no dia da abertura da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, COP 23.

O chefe da agência, Petteri Taalas, lembrou situações recentes de clima extremo, incluindo temperaturas chegando a 50º Celsius na Ásia, furacões grandes e sucessivos no Caribe e chegando até a Irlanda, enchentes e forte seca no leste da África.

Segundo Taalas, muitos desses eventos, "e estudos científicos detalhados determinarão exatamente quantos", têm sinais de "mudanças climáticas causadas pelo aumento das concentrações de gases de efeito estufa relacionado a atividades humanas".

Para a chefe da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança Climática, Unfccc, que está organizando a COP 23, essas "conclusões ressaltam os riscos cada vez maiores a pessoas, economias e a própria vida na Terra" se os objetivos do Acordo de Paris não forem alcançados.

Saúde e alimentação

Eventos climáticos extremos afetam a segurança alimentar de milhões de pessoas, especialmente as mais vulneráveis. Um estudo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, concluiu que nos países em desenvolvimento, a produção agrícola e pesqueira representa 26% de todas as perdas relacionadas com tempestades, enchentes e seca.

Em 2016, 23,5 milhões de pessoas foram deslocadas dentro de seus países durante desastres relacionados ao clima, a maioria na região da Ásia-Pacífico. Na Somália, mais de 760 mil deslocados internos foram registrados, de acordo com a Agência da ONU para Refugiados, Acnur, e a Organização Internacional para Migrações, OIM.

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