Unesco condena ataques mortais a jornalistas em três países

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Chefe da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, mencionou atentados a funcionários da mídia em Afeganistão, Colômbia e Malta; para Irina Bokova, trabalho da imprensa é essencial para a democracia.

Foto: Jonathan Ernst/Banco Mundial

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.* 

A morte da repórter investigativa Daphne Caruana Galizia, em Malta, na segunda-feira, foi condenada pela chefe da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, Irina Bokova. Ela também condenou dois outros ataques mortais a jornalistas no Afeganistão e Colômbia.

Em uma declaração, Bokova saudou um compromisso feito pelo governo maltês de investigar o ataque com um carro-bomba que matou Caruana Galizia.

Rádio e televisão

A chefe da Unesco também condenou a morte da radiojornalista Efigenia Vásquez Astudillo em 8 de outubro em Tumaco, sudeste da Colômbia, e o ataque a tiros, quatro dias depois, do diretor de televisão afegão Shir Mohammad Jahish.

No atentado feito por homens armados não-identificados na província de Baghlan, Jahish ficou levemente ferido e seu guarda-costas morreu.

De acordo com a Comissão para Proteção de Jornalistas, até o momento este ano, 27 repórteres foram mortos.

Democracia

Irina Bokova declarou que ameaças às vidas de trabalhadores da imprensa ameaçam sua capacidade de continuar seu trabalho que, segundo ela, é essencial para a democracia e boa governança.

A chefe da Unesco emite declarações sobre o assassinato de trabalhadores da mídia conforme resolução 29 adotada pelos Estados-membros da agência em 1997. O documento é chamado "Condenação de Violência a Jornalistas". As declarações são publicadas em uma página dedicada à questão na internet.

*Com reportagem de Daniel Johnson, em Genebra.

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