Uneca preocupada com retirada dos EUA do Acordo de Paris

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Especialista da Comissão Económica para a África alerta que o mundo não será capaz de evitar as mudanças climáticas se países continuarem a depender de combustíveis fósseis.

Seca extrema é uma das consequências das mudanças climáticas. Foto: Philip Schuler / World Bank

Denise Costa da ONU News, em Nova Iorque.

A saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris vai ter implicações maciças sobre o apoio do país ao financiamento de ações climáticas no mundo em desenvolvimento.

A declaração foi de James Murombedzi, Coordenador do Centro Africano de Política Climática, na Comissão Económica para a África, Uneca. Ele acrescentou que os EUA são o segundo maior emissor de gases do efeito de estufa no mundo.

Combustíveis

Segundo o especialista, com a retirada do tratado o país "abdica de responsabilidades e compromissos". A decisão dos EUA deve-se em parte aos grandes interesses do lobby de combustíveis fósseis, que procuram lucrar com os investimentos, explicou Murombedzi.

Com a saída do acordo, os EUA abandonam o compromisso de reverter as regulamentações ambientais e economizam os empregos em combustíveis fósseis.

Alternativas

Apesar dos esforços globais para mudar a trajetória de desenvolvimento sustentável para sistemas energéticos mais limpos, os interesses de combustível fóssil adquiridos continuam a ser dominantes em muitos países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Murombedzi enfatizou que o mundo não será capaz de evitar as mudanças climáticas se os países continuarem a depender de combustíveis fósseis para as suas necessidades energéticas, acrescentando que o investimento deve mudar para alternativas limpas.

 

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