Setembro foi o mês com mais mortes na Síria, diz coordenador da ONU

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Chefe humanitário regional revela que ataques aéreos diários afetam hospitais, ambulâncias, escolas e deslocados; mais de 8 mil pessoas continuam sitiadas na cidade de Al-Raqqa.

Comboio da ONU passa por prédios destruídos em Homs, na Síria. Foto: Unicef/Ebo (arquivo)

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

Setembro foi o mês com mais mortes para os civis no conflito sírio em 2017, de acordo com as Nações Unidas.

Em nota, o coordenador regional de Ajuda Humanitária para Refugiados da Síria, Panos Moumtzis, disse que hospitais, ambulâncias, escolas e deslocados foram alvo de ataques aéreos diretos com mortes e ferimentos causados a civis inocentes.

Pessoas sitiadas

O representante destaca relatos diários de ataques que ocorrem em áreas residenciais e causam centenas de mortes e feridos. Ele fez a declaração sem revelar o número exato de mortes.

Ainda esta semana, ataques aéreos na cidade de Al-Raqqa mataram dezenas de pessoas e feriram várias outras. De acordo com o responsável, 8 mil pessoas continuam sitiadas na cidade.

Mulheres e crianças

Em Idlib, bombardeios em áreas residenciais entre 19 e 30 de setembro mataram pelo menos 149 pessoas. A maioria mulheres e crianças.

O coordenador humanitário disse que ataques às instalações médicas privam os necessitados do direito aos cuidados médicos essenciais. Várias escolas e o hospital de Idlib tiveram que fechar pelo receio de ataques.

Na capital Damasco ocorreram três explosões matando 20 pessoas. Outras 15 ficaram feridas. Houve também vítimas civis na área rural de Damasco e nas cidades de Hama, Alepo e Deir-ez-Zor.

Socorristas

Moumtzis elogiou o empenho de trabalhadores humanitários e, em particular, pelo pessoal do país sublinhando que os socorristas arriscam diariamente as suas vidas para ajudar os outros.

O apelo das Nações Unidas é que as partes no conflito tomem imediatamente todas as medidas para proteger civis e a infraestrutura civil em toda a Síria.

O chefe humanitário regional destacou que ter civis e instalações como alvo dos ataques, incluindo hospitais e outras instalações médicas, é "simplesmente inaceitável e constitui uma grave violação dos direitos humanos e do direito internacional humanitário podendo ser considerados crimes de guerra".

O pedido  a todos os lados do conflito é que respeitem as suas obrigações internacionais e atuem de forma a garantir a proteção de civis e trabalhadores humanitários.

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