ONU com "otimismo cauteloso" sobre conflito israelense-palestino

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Informe destaca que  ação da sociedade civil é crucial para estabelecer fundamentos para a paz; secretário-geral assistente  disse que falta de energia em Gaza provoca "desastre ambiental que não respeita fronteiras".

Noite na cidade de Gaza. Foto: ONU/Shareef Sarhan (arquivo)

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O secretário-geral assistente da ONU para os Assuntos Políticos disse haver razões para um "otimismo cauteloso" em relação ao conflito israelense-palestino, apesar "da trajetória negativa" observada ao longo do tempo.

Falando esta quarta-feira ao Conselho de Segurança, Miroslav Jenca citou uma manifestação pela paz que ocorreu durante duas semanas em setembro juntando milhares de mulheres de "todas as idades e origens".

Controle legítimo

O representante disse que o anseio pela paz entre os dois povos continua forte e que o tipo de iniciativas da sociedade civil é crucial para estabelecer o fundamento para a paz devendo ser apoiada.

Como "peça-chave do enigma da paz", ele destacou que a Faixa de Gaza deve voltar ao controle legítimo da Autoridade Palestina.

Jenca lembrou que a falta de união na área já foi identificada pelo Quarteto do Oriente Médio como "um dos principais obstáculos para se alcançar uma solução de dois Estados".

Para o secretário-geral assistente, os atuais esforços dos palestinos para o retorno do governo a Gaza devem ser encorajados, apoiados e bem-sucedidos.

O informe abordou o acordo de reconciliação entre o partido Fatah e o grupo islâmico Hamas como "um primeiro passo crucial" das partes neste processo onde demonstraram vontade de se envolver positivamente e de boa  fé.

Energia

O representante destacou que os seis meses de restrições de energia "têm um impacto arrasador em vários aspetos da vida dos moradores" de Gaza.

Entre os setores mais prejudicados estão os serviços públicos essenciais, que incluem os cuidados de saúde, o abastecimento de água e os sistemas de saneamento.

Jenca destacou como exemplo dessa situação o despejo de uma quantidade equivalente a mais de 40 piscinas olímpicas de esgoto todos os dias no Mar Mediterrâneo, deixando todo o litoral contaminado.

Ele disse que Gaza é um "desastre ambiental que não respeita fronteiras".

A qualidade dos cuidados de saúde também piora a um ritmo alarmante com o acesso cada vez mais difícil ao tipo de serviços. O representante disse que o retorno do governo a Gaza é fundamental para que sejam tomadas medidas urgentes para reverter essas questões.

O representante destacou ainda que superar as diferenças profundamente arraigadas na área "não será fácil, levará tempo e muitos obstáculos devem ser ultrapassados pelo caminho".

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 21 DE NOVEMBRO DE 2017
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