Necessários US$ 434 milhões para apoiar minoria rohingya em Bangladesh

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Pelo menos 515 mil refugiados chegaram desde o início da recente crise no Mianmar em agosto; diariamente, cerca de 2 mil rohingyas atravessam a fronteira com o país vizinho.

Refugiados Rohingya recebem doações no campo Kutupalong Makeshift Camp, em Cox Bazar, no Bangladesh. Foto: Unicef/Brown

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

As Nações Unidas estimam que serão necessários US$ 434 milhões para ajudar os refugiados da minoria rohingya nos próximos meses, na sequência da violência no Mianmar.

A declaração foi feita esta quinta-feira a jornalistas, em Genebra,  pelo subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários enquanto decorrem os preparativos para a conferência de doadores do fim deste mês na cidade.

Bangladesh

Mark Lowcock pediu o fim da violência e o acesso imediato para passar a ajuda internacional ao estado de Rakhine, no norte do Mianmar.

No fim da sua visita aos refugiados no sudeste de Bangladesh, o chefe humanitário da ONU disse ter ouvido histórias que incluem de mulheres forçadas a testemunhar o assassinato dos próprios maridos.

Lowcock falou ainda de um órfão de 11 anos que agora tem que cuidar de quatro irmãos menores.

Prioridade

O representante acrescentou que é preciso criar condições para o retorno seguro dos refugiados, ao sublinhar que a prioridade é fazer chegar auxílio a um maior número de pessoas carentes em Bangladesh.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, calcula que 2 mil refugiados rohingya cheguem por dia à área bengalesa de Cox's Bazar. Pelo menos 100 mil aguardam a travessia para a área a partir do Mianmar.

Pelo menos 515 mil refugiados chegaram a Bangladesh desde 21 de agosto, segundo Agência da ONU para Refugiados, Acnur.

Comunidades

A agência presta auxílio de emergência oferecendo proteção, abrigo, água e saneamento aos refugiados além de reforçar as capacidades das comunidades de acolhimento no sudeste de Bangladesh.

A entrega de ajuda e o melhoramento das condições dos rohingya continuam a ser a maior prioridade do Acnur. Uma das ações da agência é aliviar a superlotação nos acampamentos de Kutupalong e Nyapara, que agora acolhem o dobro da população que habitava nas áreas antes da recente crise.

Crianças pequenas

O Acnur revelou que entre os refugiados há um grande número de crianças desacompanhadas ou separadas das suas famílias. Mais de metade dos recém-chegados são mulheres, que incluem mães com crianças pequenas.

O grupo inclui idosos e pessoas com deficiência ou afetadas por doenças, lesões e traumatismos devido à extrema violência, tortura e abuso sexual. Cerca de 300 mil refugiados que já estavam em Bangladesh antes da crise.

No entanto, a Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciou o início de uma campanha de vacinação oral contra a cólera na terça-feira. Em duas semanas, cerca de 900 mil pessoas serão abrangidas pela campanha.

A OMS distribui suprimentos médicos essenciais através das dezenas de unidades móveis de saúde que cobrem os assentamentos e os acampamentos onde vivem os refugiados rohingya.

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