Em Dia Mundial da Alimentação, FAO destaca futuro da migração

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A data, marcada em 16 de outubro, promove desenvolvimento rural como forma de combater a insegurança alimentar e melhorar a vida de migrantes e refugiados; papa Francisco participa da cerimônia de abertura na sede da FAO, em Roma.

Dia Mundial da Alimentação. Foto: Banco Mundial/Stephan Bachenheimer

Denise Costa da ONU News, em Nova Iorque.*

Todos os anos, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, FAO, celebra o Dia Mundial da Alimentação em 16 de outubro.

Neste dia são organizados eventos em mais de 150 países. O objetivo é promover uma ação global em prol daqueles que sofrem com a fome e apelar à garantia da segurança alimentar e uma dieta nutritiva para todos.

Migração

Este ano, o dia é dedicado à relação entre migração, segurança alimentar e agricultura. Com o tema: "Mude o futuro da migração, invista em segurança alimentar e desenvolvimento rural".

Em sua mensagem sobre o dia, o diretor-geral da agência, José Graziano da Silva, afirmou que existe um número crescente de pessoas forçadas e migrar. Isto deve-se principalmente a conflitos, fome, pobreza, falta de acesso a recursos e ao impacto da mudança climática.

Comunidades

Falando em inglês, José Graziano da Silva disse que a FAO procura apoiar os países a investirem em meios de subsistência e em comunidades rurais mais resilientes. Desta forma, as populações rurais podem ter a opção de ficarem na sua terra ou abandoná-la, se assim o quiserem.

Para a FAO, o objetivo mundial de alcançar a Fome Zero até 2030 não pode ser atingido sem abordar as conexões entre a segurança alimentar, o desenvolvimento rural e a migração.

Zonas Rurais

O investimento em desenvolvimento rural sustentável, adaptação à mudança climática e meios de subsistência resilientes nas zonas rurais é uma parte importante da resposta mundial ao atual desafio da migração.

Segundo a agência da ONU, um grande número de migrantes vem de áreas rurais, onde mais de 75% dos pobres e pessoas com insegurança alimentar dependem da agricultura de subsistência baseada em recursos naturais.

Em 2015, havia 244 milhões de migrantes, um aumento de 40% em relação ao ano de 2000. A maioria dos refugiados provém do Médio Oriente e Norte da África, Ásia Central, América Latina e Europa Oriental.

Roma

A FAO, junto com os seus parceiros, pretende ampliar o seu trabalho para fortalecer a contribuição positiva dos migrantes, refugiados e deslocados internos para a redução da pobreza, segurança alimentar e nutrição.

Nesta segunda-feira, as celebrações do Dia Mundial da Alimentação decorrem na sede da FAO, em Roma, contando com a participação do papa Francisco e Ministros da Agricultura do grupo das sete economias mais industrializadas do mundo, G-7.

*Apresentação: Monica Grayley.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 24 DE NOVEMBRO DE 2017
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