Cerca de 15 mil crianças morrem por dia antes de completar cinco anos

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Dados estão em estudo divulgado esta quinta-feira; no ano passado 5,6 milhões de menores morreram nessa fase da vida; relatório revela que 7 mil bebês morreram diariamente nos primeiros 28 dias; nos países de língua portuguesa, Brasil reduziu de forma mais acelerada as mortes das crianças menores de cinco anos.

Unicef quer mais ação dos países para impedir que os bebês morram no dia em que nascem. Foto: Unicef.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

Um novo relatório revela que 15 mil crianças morreram por dia em 2016 antes de completarem o quinto aniversário. Pelo menos 46% delas, ou 7 mil, não sobreviveram aos primeiros 28 dias após o nascimento.

O relatório Níveis e Tendências da Mortalidade Infantil 2017 destaca que o número de crianças que morreram antes dos cinco anos foi de 5,6 milhões em 2016, comparado aos quase 9,9 milhões do ano 2000. Mas nesse período subiu a proporção de mortes de recém-nascidos no mundo de 41% para 46%.

Lusófonos

Segundo o documento, em Angola ocorreram 29 mortes em cada mil nascimentos. Na tabela de mortalidade de crianças menores de cinco anos, o país africano vem com 83 mortes em cada mil nascimentos.

Entre as nações de língua portuguesa, o Brasil reduziu de forma mais acelerada as mortes dos menores de cinco anos a uma taxa de 5,6% ao ano. No país ocorreram 15 mortes em cada mil nascimentos.

De acordo com o estudo, na Guiné-Bissau ocorrem 38 mortes em cada mil crianças nascidas vivas, em Moçambique 27 mortes em cada mil nascimentos, enquanto Timor-Leste vem com 22 mortes neonatais em cada mil.

O relatório revela ainda que em São Tome e Príncipe ocorrem 15 mortes em cada mil novos nascimentos, em Cabo Verde e Portugal 10 e duas mortes em cada mil nascimentos, respectivamente.

Recém-nascidos

O chefe de saúde do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, disse que foram salvos 50 milhões de crianças menores de cinco anos desde 2000.

Para Stefan Swartling Peterson isso revela um "um testemunho do compromisso sério dos governos e parceiros de desenvolvimento para combater as mortes infantis evitáveis".

Progresso

O responsável disse que "a menos que se faça mais para impedir que os bebês morram no dia em que nascem, ou nos dias após o nascimento, esse progresso permanecerá incompleto".

Ele revelou que existem conhecimentos e tecnologias necessárias e que "é preciso apenas levá-las para onde elas são mais necessárias".

O documento destaca que se continuarem as tendências atuais, 60 milhões de crianças morrerão antes do quinto aniversário entre 2017 e 2030, sendo metade delas recém-nascidas.

Mortalidade

O estudo foi divulgado pelo Unicef, a Organização Mundial de Saúde, OMS, o Banco Mundial e pela Divisão de População do Departamento da ONU para os Assuntos Económicos e Sociais, Desa, que compõem o Grupo Interagências de Avaliação de Mortalidade Infantil.

De acordo com o documento, a maioria das mortes de recém-nascidos ocorreu no Sul da Ásia com 39% e na África Subsaariana com 38%.

Metade das mortes dos recém-nascidos ocorreu em cinco países: Índia com 24%, Paquistão com%, Nigéria com 9%, República Democrática do Congo com 4% e Etiópia com 3%.

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