Banco Mundial diz que acesso à educação melhora oportunidades de cidadãos

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Dados referem-se à pesquisa sobre América Latina e Caribe sobre pobreza intergeracional.

Não basta aumentar percentual de estudantes também é preciso melhorar qualidade do ensino, segundo novo estudo. Foto: Agência Brasil

Mariana Ceratti, de Brasília, para a ONU News.*

O Banco Mundial anunciou nesta terça-feira, Dia Internacional para Erradicação da Pobreza, que o aumento no acesso à educação nas últimas décadas vem melhorando a mobilidade econômica na América Latina e Caribe.

Entre todas as regiões, ela se destaca no que especialistas chamam de mobilidade intergeracional absoluta, impulsionada pela quantidade de indivíduos com mais escolarização que os pais.

Patamares

E os níveis educacionais, por sua vez, são um bom indicador de mobilidade econômica e social, uma vez que os indivíduos em patamares mais altos geralmente têm melhores salários.

No entanto, os filhos de pais com menor tempo de estudos ainda têm maior probabilidade de serem também os menos escolarizados em sua própria geração. É por esse motivo que, segundo o estudo, a América Latina e o Caribe precisam melhorar no quesito mobilidade relativa.

Os dados regionais sobre o tema fazem parte da pesquisa para o relatório “Progresso Justo? Mobilidade Educacional no Mundo”, que deverá ser lançado em 2018 e cujos primeiros resultados foram divulgados nesta terça-feira.

Faixa etária

O estudo revela, por exemplo, o quanto a frequência escolar varia conforme o grupo socioeconômico, em todas as fases do ensino. Nas famílias mais pobres, por exemplo, só metade das crianças de 3 anos frequentam a escola. Já entre as famílias com maior nível de renda, a proporção é de 90% para as crianças na mesma faixa etária.

Grupos como os povos indígenas enfrentam dificuldades adicionais. Uma delas é o fato de eles estarem quase três vezes mais propensos a ser extremamente pobres do que os não-indígenas. Essas taxas de pobreza mais elevadas levam a um menor acesso à escolaridade para crianças indígenas.

O documento enfatiza que não basta aumentar o percentual de jovens frequentando a escola: também é preciso melhorar a qualidade do ensino para a América Latina e o Caribe seguirem avançando.

*Matéria do Banco Mundial Brasil. 

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 22 DE NOVEMBRO DE 2017
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