São Tomé e Príncipe quer mais ambição em fundos contra mudança do clima

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Presidente Evaristo Carvalho disse que ação para combater o problema será um  legado às próximas gerações; discurso na Assembleia Geral realça ameaça do terrorismo, resolução de conflitos e apoio ao fim da crise na Guiné-Bissau. 

Presidente de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho. Foto: ONU/Cia Pak

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.*

São Tomé e Príncipe quer um "financiamento ambicioso" da comunidade internacional para resolver as questões do clima.

Falando na 72ª Assembleia Geral da ONU, o presidente são-tomense Evaristo Carvalho disse que o combate às alterações climáticas será o maior legado às próximas gerações. Ele lamentou o atraso em executar medidas do Acordo de Paria e declarou haver esforços nacionais de mitigação.

Alternativas 

"Como sabeis, a nossa economia é extremamente dependente, em quase 90%, da ajuda pública ao desenvolvimento. Ora, no contexto de contenção financeira internacional torna-se necessário desenhar formas alternativas de se contornar esta problemática. Foi imbuído deste espírito que o atual governo de São Tomé e Príncipe decidiu implementar uma ambiciosa agenda de transformação para o horizonte de 2030."

No seu primeiro discurso na Assembleia Geral, o líder são-tomense revelou que as ações do grupo terrorista Boko Haram criam insegurança e atrasos na região.

Condenação

"A barbárie e o desrespeito do bem precioso que constitui a vida humana cometidos através desses atos indescritíveis, tão atrozes e desumanos merecem da nossa parte a mais firme e veemente condenação."

Carvalho declarou que São Tomé e Príncipe "como pacifista, democrático e aberto ao diálogo, está alinhado ao posicionamento regional e dos parceiros internacionais em iniciativas para erradicar o terrorismo".

Instabilidade 

"As atrocidades cometidas pelo grupo Boko Haram na nossa vizinha e irmã Nigéria, e não só, têm contribuído para instabilidade em toda a região e um certo travão à implementação de políticas sustentáveis ao desenvolvimento com reflexos inegáveis na deterioração de segurança no Golfo da Guiné, onde atos de pirataria marítima e atividades ilegais a eles associados têm assolado a nossa região".

O discurso de Carvalho destacou a preocupação das autoridades são-tomenses com a insegurança na República Centro-Africana, com o conflito na Síria, com as tensões na Ucrânia e com a questão do Saara Ocidental.

O presidente são-tomense também expressou o desejo de que “as instituições da Guiné-Bissau recuperem um funcionamento rápido e regular”.

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