Programa nuclear da Coreia do Norte causa preocupação grave, diz Aiea

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Diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica também mencionou caso do Irã, onde a agência verifica se não foram desviados materiais nucleares.

Diretor geral da Aiea, Yukiya Amano, em encontro em Viena. Foto: D. Calma/Aiea

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.*

A Agência Internacional de Energia Atómica, Aiea, revelou esta segunda-feira  que está aumentando sua prontidão para "desempenhar um papel essencial" na verificação do programa nuclear da Coreia do Norte.

O diretor geral da agência disse a vários membros do Conselho, em Viena, que uma equipe de Pyongyang foi formada em agosto para melhorar a capacidade para controlar o programa nuclear.

Tecnologias

Outras metas são manter atualizadas as abordagens e procedimentos, continuar a preparação do possível retorno da agência ao país e garantir que tecnologias e equipamentos de verificação adequados estejam disponíveis.

O chefe da agência, Yukiya Amano, considerou o teste nuclear de 3 de setembro extremamente lamentável. Ele reiterou que o sexto e maior ensaio desde 2006 foi um "completo desrespeito às exigências repetidas da comunidade internacional".

A Aiea defende que continua a acompanhar de perto o desenrolar do programa nuclear norte-coreano.

Complexo nuclear

Em relação ao teste, Amano disse haver indicações na Central de Energia Nuclear Experimental de Yongbyon sugerindo que o reator estava sendo operado.

Há também sinais de ativação de combustível nuclear no complexo de Yongbyon, com indicações dando conta do uso das instalações de enriquecimento de centrífuga.

Para Amano, a continuação e o desenvolvimento do programa nuclear de Pyongyang são motivo de grande preocupação e pediu ao país que cumpra as suas obrigações que constam de resoluções do Conselho de Segurança e da Aiea.

O chefe da Aiea reiterou ainda que a agência está pronta para cooperar e resolver todas as questões pendentes, incluindo as que surgiram durante a ausência de inspetores da agência de o país.

Síria e Irã

Entre os casos mencionados por Amano está a Síria, para o qual pediu colaboração plena com questões não resolvidas sobre a central de Dair Alzour, destruída em 2007. O país ainda não respondeu a esses pedidos.

Quanto ao Irã, a Aiea revelou que continua a verificar se não foram desviados materiais nucleares declarados no âmbito do acordo de salvaguardas. Continuam as avaliações sobre materiais e atividades nucleares não-declaradas pelo país.

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*Apresentação: Laura Gelbert.

 

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