Perante "ameaças e testes", Guterres pede união pela paz

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Secretário-geral declarou que evitar perigo nuclear deve ser prioridade; António Guterres abriu  debate da 72ª Assembleia Geral apelando ao multilateralismo e promoção da dignidade humana.

Eleutério Guevane da ONU News em Nova Iorque.

O secretário-geral das Nações Unidas iniciou o seu discurso no debate da 72ª Assembleia Geral citando desafios como insegurança, desigualdade, conflitos, mudanças climáticas, economia e polarização na política.

António Guterres disse que perante um "mundo em pedaços" é preciso paz. O chefe da ONU disse acreditar firmemente que, juntos, é possível construir a paz, restaurar a confiança e criar um mundo melhor para todos.

Ameaças e testes

Em sua primeira Assembleia Geral como chefe da ONU, Guterres enumerou o que chamou de  "ameaças e testes" que se colocam no caminho para atingir os avanços.  Ele mencionou o risco nuclear.

Para uma solução do problema, ele considera que é "preciso um sentido de Estado e que não se deve dar oportunidade a guerra".

Em segundo lugar, o secretário-geral falou da ameaça global do terrorismo. Ele vai convocar o primeiro encontro de chefes de agências e Estados-membros contra o terrorismo, e uma parceria internacional para combater o problema.

Soluções

Por outro lado, os conflitos não resolvidos e as violações sistemáticas do direito internacional humanitário também são um desafio. Após declarar que ninguém ganha com as guerras de hoje ele citou a Síria, o Iémen, o Sudão do Sul, o Sahel, o Afeganistão e outros lugares ao pedir soluções políticas para a paz.

Guterres mencionou ainda o desafio da mudança climática, que "coloca as esperanças do mundo em perigo". Ele afirmou que a última década foi a mais quente já documentada com a perda de glaciares e do gelo permanente, e a subida do nível do mar. Guterres lembrou o número de catástrofes naturais quadruplicou desde 1970 e que mais de 1600 desastres ocorreram desde 1995, sendo o maior número deles nos Estados Unidos, na China, na Índia, nas Filipinas e na Indonésia.

Tecnologias

Em quinto lugar, o chefe da ONU abordou o aumento da desigualdade que "está prejudicando os alicerces da sociedade e do pacto social".

O lado sombrio da inovação é a sexta ameaça que se deve enfrentar, segundo António Guterres.

No seu discurso, o secretário-geral realçou ainda o desafio da mobilidade humana ao citar que o mundo não enfrenta apenas uma crise de refugiados mas também de solidariedade.

No pronunciamento, Guterres elogiou os países que demonstraram hospitalidade a milhões de deslocados e recordou que a maioria dos migrantes se move de forma bem ordenada, contribuindo positivamente para os países de destino e origem.

Guterres defendeu o multilateralismo que considerou "mais importante do que nunca". Ele apelou a comunidade internacional a unir-se e que atue como um todo para cumprir a promessa da Carta das Nações Unidas e promover a dignidade humana para todos.

Operações militares

Sobre o Mianmar, Guterres disse que as autoridades do país devem parar com as operações militares no estado de Rakhine e permitir o acesso humanitário sem obstáculos. O outro apelo é que sejam abordadas as queixas da minoria Rohingya, cuja "situação não foi resolvida por muito tempo".

Sobre o conflito israelense-palestino, ele pediu que não se deixe que a estagnação de hoje no processo de paz leve à escalada. Ele defendeu que se deve restaurar as esperanças das pessoas e que a solução de dois Estados continua sendo o único caminho a seguir e buscado com urgência.

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