Portugal quer África, Brasil e Índia no Conselho de Segurança

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Primeiro-ministro António Costa discursou nesta quarta-feira na Assembleia Geral da ONU; líder português ressaltou ainda temas como proteção dos oceanos, direitos humanos, terrorismo e a língua portuguesa, entre outros.

Primeiro-ministro de Portugal, António Costa, discursou na Assembleia Geral da ONU nesta quarta-feira, 20 de setembro. Foto: ONU/Cia Pak

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, discursou nesta quarta-feira na Assembleia Geral da ONU e reafirmou o compromisso do país com a organização e o multilateralismo.

"As prioridades do secretário-geral são as nossas prioridades. Umas Nações Unidas mais fortes, solidárias, capazes de prevenir os conflitos, aliviar o sofrimento humano e promover a paz e a prosperidade".

África e Brasil

António Costa expressou apoio às iniciativas do secretário-geral, António Guterres, para reforma da ONU e defendeu que a "reforma da arquitetura de paz e segurança é uma prioridade absoluta".

"Os esforços em curso devem também dar um novo impulso à reforma do Conselho de Segurança para lhe assegurar uma representatividade acrescida correspondente ao mundo atual. O continente africano não pode deixar de ter uma presença permanente, e o Brasil e a Índia são dois exemplos incontornáveis de uma representação que urge necessária".

Para o primeiro-ministro português "a consolidação de uma cultura de prevenção dos conflitos exige uma ação transversal e uma visão integrada dos três pilares do sistema das Nações Unidas: a paz, os direitos humanos e o desenvolvimento sustentável".

Ele defendeu uma "cooperação institucional mais estreita entre os órgãos da Carta, designadamente o Conselho de Segurança e a Assembleia Geral".

Língua portuguesa

António Costa destacou ainda a necessidade de parcerias devido à "complexidade dos problemas globais" enfrentados atualmente.

"Lembro, a esse propósito, a resolução da Assembleia Geral sobre a cooperação entre as Nações Unidas e a Comunidade de Países de Língua Portuguesa, Cplp, adotada há poucos dias e que visa precisamente fortalecer as complementaridades entre as duas organizações. Aproveito para sublinhar a importância da língua portuguesa, que se afirma hoje como um instrumento de comunicação, com dimensão global. Em meados desse século, o português deverá contar com 400 milhões de falantes, o que tem justificado a sua elevação à língua oficial em diversos organismos internacionais".

Em seu discurso, o primeiro-ministro abordou ainda tópicos como terrorismo, operações de paz das Nações Unidas, refugiados, direitos humanos, Acordo de Paris e preservação dos oceanos.

Assista e ouça o discurso na íntegra do primeiro-ministro de Portugal, António Costa.

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