Investimento do Banco Mundial ajudou São Paulo a superar a crise hídrica

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Instituição foi a única agência multilateral a financiar obras emergenciais no setor, que aumentaram a capacidade de abastecimento em 5m3 por segundo.

Projeto deve fornecer água para até 1,5 milhão de pessoas. Foto: Banco Mundial.

Mariana Ceratti, de São Paulo, para a ONU News.*

Um investimento do Banco Mundial na Sabesp ajudou São Paulo a superar a crise hídrica enfrentada pelo estado entre 2014 e 2016. Por meio do Programa Mananciais, encerrado recentemente, a companhia obteve financiamento para concluir duas obras emergenciais.

Juntas, elas aumentaram em 5 metros cúbicos, ou 5 milhões de litros por segundo, a capacidade de fornecimento para a grande São Paulo. É água suficiente para abastecer até 1,5 milhão de pessoas.

Tratamento

A primeira obra foi uma estação de tratamento por membrana ultrafiltrante, por onde passa água vinda da Represa de Guarapiranga. Com ela, a Sabesp consegue atender áreas antigamente abastecidas pelo Sistema Cantareira, o mais afetado pela crise.

O coordenador do programa Mananciais, Ricardo Araújo, conta como o Banco financiou a segunda etapa da obra, que aumentou em 1 metro cúbico por segundo a capacidade da Estação Alto da Boa Vista, em São Paulo.

"Ele respondeu excepcionalmente a uma situação excepcional. A obra já estava praticamente concluída e eles decidiram pagar 90% dos R$ 42 milhões que a obra custou. Foi a única agência multilateral que topou fazer isso".

Transferência

A segunda obra foi a de transferência de até 4 metros cúbicos por segundo da Represa Billings, no trecho do Rio Pequeno para o trecho do Rio Grande, e daí para a Represa de Taiaçupeba. Ela faz parte do Sistema Alto Tietê, responsável por abastecer 20% da população de São Paulo.

Apesar de complexo, o trabalho era necessário, como explica Guilherme Paixão, superintendente de gestão de empreendimentos da diretoria metropolitana.
O sistema Alto Tietê já tinha socorrido o Cantareira em um dos momentos da crise, (…) precisava ser suprido e foi uma obra de fundamental importância para a manutenção do abastecimento de água na região metropolitana de São Paulo durante a crise hídrica.

Essa não foi a única iniciativa do Banco Mundial para aumentar a segurança hídrica em São Paulo.

Em Campinas, o programa Reágua, também encerrado recentemente, promoveu o uso racional de água nas escolas e a diminuição das perdas causadas por vazamentos e fraudes.

*Reportagem do Banco Mundial Brasil

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 21 DE NOVEMBRO DE 2017
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