Guterres reafirma prevenção para acabar com crimes hediondos contra civis

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Secretário-geral quer melhorar proteção das vítimas; chefe da ONU disse em em sessão interativa que há desconforto de países que receiam que responsabilidade em proteger crie problemas de soberania.

Foto: ONU/Mark Garten

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

As Nações Unidas realizaram esta quarta-feira um diálogo interativo abordando o primeiro relatório do secretário-geral sobre a responsabilidade de proteger.

António Guterres declarou aos países-membros que "é mais necessário do que nunca reforçar os esforços de prevenção de crimes hediondos".

Crimes de Guerra

Para o chefe da ONU, o debate deste ano acontece num cenário marcado pela brutalidade em várias partes do mundo. O secretário-geral disse que todos estão a par da triste realidade humana que vai além dos crimes de guerra e contra a humanidade, além da limpeza étnica e do genocídio no mundo.

Para Guterres, integrar esses fatores na responsabilidade de proteger foi um sinal de avanço da solidariedade e da resolução coletiva. Ele defende que agora é momento de "passar do debate conceitual para melhorar a proteção de pessoas dos crimes hediondos".

Guterres disse haver um grande número de civis que incluem mulheres e crianças que "que morrem de forma deliberada ou indiscriminada", defendendo que mais seja feito para reverter essas tendências.

O chefe da ONU lembrou que o seu relatório propõe medidas concretas para alcançar esse objetivo "em tempo mais curto e sem grandes exigências de operação".

Desconforto

O subsecretário-geral defende que a responsabilidade de proteger ainda gera algum desconforto em vários Estados, que receiam que o princípio seja usado para impor abordagens internacionais a problemas nacionais prejudicando a sua soberania.

Ele disse respeitar a soberania nacional mas defendeu uma discussão de forma aberta para a prevenção de crimes hediondos.

Para Guterres, confrontar malentendidos e deficiências nas respostas do passado ajudaria a melhorar os esforços e a superar desentendimentos políticos e desconfianças que, muitas vezes, são o centro das fraquezas para uma prevenção eficaz.

O secretário-geral defende que os países estejam preparados para tomar medidas coletivas para proteger a humanidade de acordo com a Carta das Nações Unidas se isso for necessário.

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