Guterres pede ação a Mianmar para acabar com violência a minoria rohingya

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Secretário-geral falou a jornalistas na sede da ONU, em Nova Iorque, às vésperas dos debates da Assembleia Geral; cerca de 380 mil fugiram para Bangladesh nas últimas semanas; Guterres disse que mulheres e crianças estão chegando "com fome e desnutridas" e pediu apoio à assistência humanitária.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, fala a jornalistas na sede da ONU, em Nova Iorque. Foto: ONU/Mark Garten

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, falou com jornalistas internacionais na sede da organização, em Nova Iorque, nesta quarta-feira, às vésperas dos debates gerais da Assembleia Geral.

Guterres começou falando sobre Mianmar e afirmou que a situação humanitária é "catastrófica".

Causas da crise

O chefe da ONU pediu às autoridades de Mianmar que "suspendam ação militar, acabem com a violência, defendam o Estado de direito e reconheçam o direito de retorno a todos que tiveram de sair do país".

Guterres também apelou a Mianmar que permita a entrega de "assistência humanitária vital" por agências das Nações Unidas, ONGs e outros parceiros.

O secretário-geral repetiu ainda seu pedido por um "plano de ação eficaz para abordar as causas da crise".

Assentamentos

O chefe da ONU lembrou que na última vez que falou com a imprensa em Nova Iorque, o número de refugiados da minoria Rohingya que havia fugido para Bangladesh era de 125 mil.

Hoje, o número triplicou para cerca de 380 mil. Muitos estão abrigados em assentamentos improvisados ou estão com comunidades anfitriãs que estão compartilhando o que têm.

O secretário-geral alertou que mulheres e crianças estão chegando "com fome e desnutridas".

Apelo

Guterres fez um "apelo a todos os países que façam o que puderem para que assistência humanitária seja fornecida".

O chefe da ONU escreveu uma carta oficial ao Conselho de Segurança expressando sua preocupação e saudou a decisão do órgão de discutir essa crise nesta quarta-feira.

O secretário-geral declarou ter condenado os ataques cometidos pelo Exército de Salvação Rohingya Arakan, mas afirmou que estado de Rakhine tem havido "relatos preocupantes" de ataques por forças de segurança a civis que, segundo Guterres, são "completamente inaceitáveis".

Ele disse ainda que atividades de auxílio feitas por agências da ONU e ONGs internacionais foram gravemente prejudicadas.

Fim da violência

Guterres defendeu que os muçulmanos do estado de Rakhine "devem receber nacionalidade ou pelo menos, no momento, um status legal que os permita levar uma vida normal, incluindo liberdade de movimento e acesso ao mercado de trabalho, educação e serviços de saúde".

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