Guiné-Bissau precisa da ONU em momento de crise, diz novo embaixador

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Fernando Delfim da Silva apresentou as suas cartas credenciais à Organização; Conselho de Segurança deve pronunciar-se sobre a situação guineense nesta quarta-feira.

Bandeira da Guiné-Bissau. Foto: ONU/Loey Felipe

Eleutério Guevane, da ONU em Nova Iorque.*

O novo embaixador da Guiné-Bissau junto às Nações Unidas, Fernando Delfim da Silva, apresentou as cartas credenciais ao secretário-geral António Guterres em Nova Iorque, a uma semana do início dos debates da Assembleia Geral.

Falando ao Escritório da ONU em Bissau antes de embarcar para Nova Iorque, o diplomata revelou que é necessário o apoio da comunidade internacional para que haja uma solução para o impasse político no país lusófono.

Crise

Fernando Delfim da Silva. Foto: Unigbis.

"Nós, neste momento, não somos membros do Conselho de Segurança. Em 1996 e 1997 eram membros não-permanentes do órgão, a Guiné-Bissau. Hoje vamos estar com alguma modéstia tendo em conta a dimensão do país. Mas o nosso país  precisa das Nações Unidas porque atravessa um momento de crise e de algum impasse, como todo o mundo sabe, e precisa do apoio das Nações Unidas. O meu papel é representar o país condignamente e mobilizar todo o apoio que for possível para ajudar a Guiné-Bissau essa é a missão de um representante permanente."

Esta quarta-feira, o Conselho e Segurança deverá adotar uma declaração sobre a Guiné-Bissau na sequência da sessão realizada em finais de agosto.

Diálogo

Na reunião, o enviado especial do secretário-geral no país, Modibo Touré, disse que não houve avanços na implementação do Acordo de Conacri e alertou para o risco de a situação política e de segurança piorar com o aproximar das eleições legislativas previstas para maio de 2018.

Delfim da Silva, que foi ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, considera que a continuação do diálogo com os países pode ajudar numa saída para a crise guineense.

"Vamos tentar melhorar aquilo que se tem que melhorar porque há uma interlocução com as Nações Unidas. Além do relacionamento normal que nós temos com a nossa missão temos a organização, as Nações Unidas têm um representante especial das Nações Unidas. Nós vamos articular tudo isto e ver o que nós podemos fazer para que a Guiné-Bissau, a imagem da Guiné-Bissau, os interesses da Guiné-Bissau e a consideração que se terá pela Guiné-Bissau seja a melhor possível."

Fernando Delfim da Silva substitui João Soares da Gama que serviu como representante permanente da Guiné-Bissau junto às Nações Unidas desde 2010.

*Com reportagem do Escritório Integrado da ONU para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau.

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