Guiné-Bissau determinada em "ultrapassar o impasse político e institucional"

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Chefe do governo destacou na Assembleia Geral que paz civil reina no país; Para Umaro Sissoco Embaló, governo e sociedade civil estão longe de ruptura política; discurso sublinhou aposta na agricultura, no empoderamento feminino e em cumprir Acordo de Paris sobre mudanças climáticas.

Umaro Sissoco Embaló discursando na Assembleia Geral da ONU.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, dedicou parte de seu discurso na Assembleia Geral à explicação do estágio da crise política e institucional vivida desde 2015, quando o presidente José Mário Vaz demitiu o governo eleito do primeiro-ministro Domingos Simões Pereira.

"São dificuldades que se prendem com a articulação política de algumas das nossas instituições políticas centrais, nomeadamente o Parlamento e o governo. Mas é com muita responsabilidade que trago ao conhecimento de vossas excelências que no meu país reina a paz civil. Não se registam violações dos direitos universais que justifiquem a queixa ou suscitem preocupações dignas de registo nos indicadores de segurança pública, de pessoas e bens  não se afastam de um padrão da normalidade."

Convicção

O chefe do governo guineense disse ter convicção de que o problema terá solução após várias entidades se terem mostrado disponíveis a dar apoio.

"Registamos com satisfação o facto de a União Africana, na sua última cimeira reunida na capital Addis Abeba da Etiópia, o Conselho de Ministros da Cplp reunido em Brasília, a capital do Brasil, bem como as Nações Unidas terem retomado nas suas agendas a sua política na Guiné-Bissau. Com a paciência, a sabedoria e a solidariedade dos nossos parceiros internacionais, da Cedeao, da União Africana, da Cplp,  e o próprio secretário-geral das Nações Unidas que mantém na Guiné-Bissau o ser representante especial vamos ultrapassar o impasse político e institucional que ainda perdura no meu país.

Determinação 

Vários líderes mencionaram o desejo de retomada do funcionamento normal de instituições na Guiné-Bissau. Antes, o Conselho de Segurança disse estar disposto a responder a um agravamento da crise e revelou preocupação com o aproximar das eleições legislativas e presidenciais agendadas para 2018 e 2019.

No seu pronunciamento, o primeiro-ministro guineense garantiu que uma nova quebra de relação estaria distante.

"O Estado e a sociedade civil estão muito longe de atingir um limiar da ruptura política. Enfim, na Guiné-Bissau, felizmente não se contam mortos nem feridos nem sequer se avaliam danos provocados no património público que resultam da quebra da autoridade de Estado. A última Cimeira da Cedeao que se reuniu na cidade de Monróvia, apostou na determinação dos próprios guineenses resolverem internamente os problemas que se prendem com o impasse político e institucional que perdura há quase dois anos".

Umaro Sissoco Embaló disse que o Estado e a sociedade civil estão muito longe de atingir um limiar da ruptura política na Guiné-Bissau.

Desenvolvimento

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau,  destacou que alcançar a segurança alimentar é o pilar  da estratégia de desenvolvimento do país que atua para atingir a Fome Zero.

O governante declarou que os resultados da nova campanha de castanha de caju quebraram recordes e tiveram um impacto positivo no ambiente social no país.

Em relação à situação económica, o primeiro-ministro disse que aos servidores públicos recebem salários regulares e o serviço da dívida externa e interna não registam atrasos. Ele contou que o controlo das finanças públicas foi elogiado por parceiros como o Fundo Monetário Internacional.

O pronunciamento destacou  ainda a solidariedade guineense com o combate ao terrorismo no Sahel, o Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas e o empoderamento feminino.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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