Conselho da ONU aprova investigação a supostos crimes de guerra do Isil

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Resolução aprovada por unanimidade pelo Conselho de Segurança prevê ações cometidas no Iraque; nova equipe de investigadores terá mandato inicial de dois anos; jovem Nadia Murad, da comunidade Yazidi e sobrevivente de violência sexual cometida pelo grupo terrorista esteve presente na sessão ao lado de sua advogada, Amal Clooney.

Nadia Murad, embaixadora da Boa Vontade do Unodc para Dignidade dos Sobreviventes do Tráfico Humano, e sua advogada, Amal Clooney, em sessão do Conselho de Segurança onde foi aprovada a criação de uma equipe de investigação sobre supostos crimes de guerra cometidos pelo grupo terrorista Isil no Iraque. Foto: ONU/ Kim Haughton.

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou na quinta-feira a criação de uma equipe de investigação para apoiar as ações nacionais do Iraque para que o grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, preste contas por atos que podem representar crimes de guerra, contra a humanidade e genocídio cometidos no país.

De acordo com uma resolução adotada por unanimidade, a equipe será liderada por um conselheiro especial a ser nomeado pelo secretário-geral da ONU. O grupo incluirá especialistas internacionais e iraquianos que trabalharão "em pé de igualdade" com um mandato inicial de dois anos.

Amal Clooney

A jovem Nadia Murad, da comunidade Yazidi e sobrevivente de violência sexual cometida pelo grupo terrorista Isil esteve presente na sessão ao lado de sua advogada, Amal Clooney.

No ano passado, Murad foi nomeada embaixadora da Boa Vontade do Escritório da ONU sobre Drogas e Crimes, Unodc, para Dignidade dos Sobreviventes do Tráfico Humano.

Soberania

Na resolução aprovada na quinta-feira, o Conselho ressaltou que a equipe de investigação deve operar com pleno respeito à soberania do Iraque e sua jurisdição sobre crimes cometidos em seu território.

Além disso, provas de crimes coletadas e armazenadas pelo grupo no Iraque devem ser para eventual uso em processos penais justos e independentes realizados por tribunais nacionais competentes, com as autoridades iraquianas como principal destinatário.

Outro Estado-membro pode solicitar que a equipe recolha provas de atos cometidos pelo Isil em seu território, mas apenas com a aprovação do Conselho de Segurança.

O Conselho solicitou ao secretário-geral que crie, como um complemento ao financiamento pela ONU, um fundo para receber contribuições voluntárias para implementar a resolução.

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