Unaids apoia campanha global para promover saúde materna

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Iniciativa lançada em parceria com a organização Mediaplanet e outras instituições internacionais tem como objetivo debater questões que afetam grávidas e mães.

Foto: Unaids

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.

O Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids, Unaids, e a organização Mediaplanet lançaram uma nova campanha para chamar a atenção para a saúde materna no mundo.

O objetivo da iniciativa é tratar de vários estudos que afetam grávidas e mães, assim como colher ideias dos provedores de serviços de saúde e de ativistas do setor.

Monitorar

O diretor-executivo da agência da ONU, Michel Sidibé, disse que "é preciso reforçar a interface entre os provedores de serviços de saúde e a população para melhor monitorar o que acontece em cada comunidade".

Sidibé explicou que dessa forma será possível assegurar que as grávidas tenham acesso a serviços de saúde e que possam ser monitoradas não somente em relação à Aids mas para todas as questões de saúde.

De acordo com o último relatório do Unaids: "Acabar com a Aids: progresso em direção às metas 90-90-90" cerca de 76% das grávidas com HIV tiveram acesso a medicamentos antirretrovirais em 2016, bem mais do que os 47% de 2010.

Com os objetivos 90-90-90, as Nações Unidas querem que 90% das pessoas com HIV sejam diagnosticadas, 90% delas recebam tratamento antirretroviral e que desse grupo 90% de pessoas tenham a infecção suprimida até 2020.

Grave

Os cinco países onde o problema é mais grave, África do Sul, Botsuana, Namíbia, Suazilândia e Uganda, conseguiram atingir o objetivo de fornecer diagnóstico e remédios antirretrovirais a 95% das gestantes e mulheres que estão amamentando e que vivem com HIV.

O Unaids alerta que as doenças relacionadas à Aids continuam sendo a principal causa de morte entre mulheres em idade reprodutiva, entre 15 e 49 anos no mundo.

Sidibé declarou que "as autoridades devem garantir que mulheres e meninas tenham acesso a informação mais cedo e também devem dar a elas as habilidades necessárias para que possam lidar com sua própria sexualidade de uma forma mais empoderada".

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