Uganda: Acnur procura apoio urgente para 1 milhão de sul-sudaneses

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Pelo menos 1,8 milhão de pessoas chega por dia ao território ugandês; mais de 85% dos refugiados são mulheres e crianças; chefe da agência visitou o Sudão onde testemunhou situação agravada pela falta de alimentos.

Refugiados sul-sudaneses em acampamento no distrito de Arua, norte do Uganda. Foto: ONU/Mark Garten

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O conflito no Sudão do Sul já levou mais de 1 milhão de pessoas a fugir do país para o Uganda, segundo a Agência da ONU para Refugiados, Acnur.

Esta quinta-feira, a agência revelou que precisa urgentemente de mais apoio da comunidade internacional para os sul-sudaneses que buscam abrigo como parte da "maior crise de refugiados em África"

Mulheres

As entradas ao Uganda chegam a uma média de 1,8 mil pessoas por dia e mais de 85% dos refugiados são mulheres e crianças.

Os recém-chegados relatam casos de violência como de grupos armados que queimam casas com civis, de pessoas mortas diante de seus familiares, das mulheres e meninas vítimas de violência sexual e dos meninos recrutados à força para o conflito.

Falando à ONU News da capital queniana, Nairobi, a porta-voz do Acnur para o leste de África, Corno de África e Região dos Grandes Lagos, Teressa Ongaro, disse haver problemas de acesso a programas como educação e saúde. As duas áreas estão sobrecarregadas mas a prioridade é apoiar os recém-chegados.

A representante revelou que é preciso transferir pessoas da fronteira, além de identificar indivíduos com necessidades especiais como idosos, pessoas com deficiência e doentes crónicos o que desvia recursos de setores essenciais.

Sudão

Fora das terras ugandesas, uma das principais áreas de destino de sul-sudaneses é a região de Darfur, no Sudão, onde vive grande parte dos 400 mil deslocados que entraram nas fronteiras.

A área recebeu a visita do chefe do Acnur, Fillipo Grandi que disse ter conversado com pessoas que se queixam do impacto da guerra em crianças, mulheres, meios de subsistência e  estado das habitações. A situação é agravada pela falta de alimentos.

Mais de 1,8 milhões de pessoas fugiram do Sudão do Sul desde o início dos combates entre o governo e a oposição em 2013.

Os sul-sudaneses também pedem abrigo na Etiópia, no Quénia, na República Democrática do Congo e na República Centro-Africana.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 22 DE NOVEMBRO DE 2017
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