Sobe número de migrantes que morrem na fronteira EUA-México, diz OIM

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Projeto da agência da ONU para Migrações afirmou que 232 óbitos foram registrados nos primeiros sete meses deste ano, 28 a mais que no mesmo período do ano passado; 50 corpos teriam sido descobertos em julho.

Imagem: OIM.

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

Migrantes atravessando a fronteira entre o México e os Estados Unidos estão morrendo em um índice mais rápido em 2017 do que em anos anteriores.

Os dados são do Projeto Migrantes Desaparecidos do Centro Global de Análise de Dados sobre Migração da Organização Internacional para Migrações, OIM, uma agência da ONU.

Mortes

A investigadora do centro, Julia Black, informou nesta semana que 232 mortes foram registradas nos primeiros sete meses de 2017, um aumento de 17% em comparação às 204 mortes entre janeiro e julho do ano passado.

Black adicionou que 50 corpos teriam sido descobertos em julho, o maior número mensal até o momento. Os corpos foram localizados em toda a região da fronteira.

Segundo Julia Black, nove vítimas estavam em diversas localidades ao longo do Rio Grande, 10 num caminhão em San Antonio, Texas, e 16 em outros locais do estado americano.

Outros 15 foram descobertos no Condado de Pima, no Arizona, uma travessia conhecidamente perigosa, onde as temperaturas passam dos 38º Celsius entre maio e setembro. Até o momento em 2017, 96 corpos foram encontrados nesta região.

Preocupação

Segundo Black, estes números são especialmente preocupantes considerando que, de acordo com dados da patrulha de fronteira dos Estados Unidos, menos migrantes parecem estar atravessando para o país este ano.

A patrulha deteve 140.024 migrantes entre janeiro e junho deste ano, cerca de metade do número registrado nos primeiros meses de 2016.

"Sonho Americano"

O Projeto Migrantes Desaparecidos da OIM registrou mais de 1250 óbitos de migrantes na fronteira entre México e Estados Unidos desde 2014.

A equipe do projeto ressaltou que cada uma dessas mortes é uma tragédia individual que serve de lembrete dos muitos migrantes que continuam a arriscar suas vidas em busca do chamado "sonho americano".

Embora as mortes de migrantes na fronteira entre Estados Unidos e México represente 65% do número total registrado nas Américas, o projeto da OIM afirma ser provável que muitas mortes de migrantes ocorram nas Américas Central e do Sul e não sejam registradas.

O órgão citou que vários corpos, que acredita-se sejam de migrantes, foram vistos boiando na costa da Nicarágua, na terça-feira. Um migrante morreu perto de Oaxaca, no México, no domingo após ser atingido por um trem; outro, de El Salvador, foi morto a facadas.

O documento informa ser provável que o número real de fatalidades de migrantes em 2017 seja maior que os dados do Projeto indicam. Julia Black afirmou que, "infelizmente, isto é verdade para todas as regiões do mundo".

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