ONU elogia esforços no empoderamento da mulher em Moçambique

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Advocacia, campanhas contra violência, casamentos precoces e outras medidas são alguns dos fatores que justificaramm a congratulação por parte da diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka.

Phumzile Mlambo-Ngcuka. Foto: ONU Mulheres Moçambqiue

Ouri Pota da ONU News em Maputo.

A diretora-executiva e secretária-geral adjunta das Nações Unidas, Phumzile Mlambo-Ngcuka, considera que a concretização e o sucesso do empoderamento da mulher depende do envolvimento de vários setores da sociedade. Ela citou como exemplo o papel das organizações da sociedade civil.

Mlambo-Ngucka encerrou uma visita de dois dias a Moçambique neste 1 de agosto. Ela afirmou que a questão do acesso à justiça para as mulheres ainda permanece um desafio.

Homens

A chefe  da ONU Mulheres destacou a necessidade de sensibilizar mais homens na luta contra a violência, casamentos forçados, pois acredita que globalmente quanto mais homens estiverem envolvidos "será um passo decisivo rumo à eliminação da violência."

Na sua visita a Moçambique a diretora-executiva da ONU Mulheres teve encontros com entidades governamentais de alto nível para reiterar o compromisso das Nações Unidas em apoiar Moçambique no avanço da igualdade de género e dos direitos das mulheres, através da promoção do empoderamento econômico, a eliminação de violência contra mulheres e meninas e inclusão das mulheres em cargos de tomada de decisão e nos processos de negociações de paz.

CSW

Na audiência com Cidália Chaúque Oliveira, a ministra do Género, Criança e Ação Social, convidou Moçambique para partilhar a experiência de envolvimento da mulher rural, na próxima sessão da Comissão das Nações Unidas sobre Estatuto da Mulher (CSW) em 2018.

Face ao convite, a ministra disse que governo moçambicano está empenhado para responder a preocupação das Nações Unidas, no sentido de apostar na agricultura como elemento fundamental para emponderamento das mulheres com vista a impulsionar as economias.

A ministra destacou ainda o aumento da participação da mulher nos órgãos de tomada de decisão e poder, com destaque para cargos governativos na área de saúde, educacão e poder local. Em Moçambique cerca de 39% dos parlamentares são mulheres.

Sociedade

Já no encontro com a presidente da Assembleia da República,Verónica Macamo, Mlambo-Ngcuka compartilhou que a ONU Mulheres gostaria de apoiar a promoção das mulheres nos processos eleitorais. Ponto este que foi concordado pela presidente da Assembleia da República.

A chefe da ONU Mulheres considera que Moçambique tem o desafio pois as cifras sobre a violência são elevadas, porém está preocupada com os casos  de  atores materiais levados a barra da justiça que são reduzidos.

Destacou ainda os esforços da agência no pais e falou da implementação da campanha HeforShe (ElesporElas) cujo arranque esta prevista para novembro do corrente ano. Nesta campanha a diretora executiva apelou a participação de sociedade com vista a uma mudança de comportamento.

Em Moçambique, Mlambo-Ngcuka manifestou o desejo da campanha HeforShe seja liderada pelo presidente da República, o que poderá contribuir para maior visibilidade. O apelo que também foi lançado para o setor privado, estende-se aos meios de comunicação.

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JORNAL DA ONU - 6 MIN, 18 DE AGOSTO DE 2017
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