Crise humanitária centro-africana precisa de quase US$ 500 milhões

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Valor deve beneficiar 2,4 milhões de vítimas da violência; país registou um aumento de focos de violência; trabalhadores humanitários em várias cidades enfrentam problemas de acesso e de insegurança.

O número de deslocados internos chegou a 600 mil, o mesmo registado no auge da violência em janeiro de 2013. Foto: Ocha/Gemma Cortes

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.*

A República Centro-Africana precisa de US$ 497 milhões para que a ajuda essencial chegue a todo o país este ano.

O Plano de Resposta Humanitária 2017, publicado por agências do sector em parceria com o governo centro-africano, prevê entregar auxílio a 2,4 milhões de pessoas. O número de carenciados aumentou com o surto de violência que afeta vários pontos do país.

Assistência

O número de deslocados internos chegou a 600 mil, o mesmo registado no auge da violência em janeiro de 2013. De acordo com as autoridades, há focos de violência em regiões que antes era pacíficas.

O auxílio leva mais tempo a chegar em cidades como Zemio e Kaga Bandoro, onde problemas de acesso e de insegurança limitam as ações humanitárias essenciais.

Pânico

Nos arredores da cidade de Bangassou, a situação humanitária agrava-se e segundo a ONU o ambiente é tenso em Bria.

Depois da morte de um de seus membros, a comunidade muçulmana local ameaça marchar em direção ao acampamento de deslocados denominado PK3 para confrontar elementos Anti-Balaka, de maioria cristã.

O movimento de pessoas entre o PK3 e o centro da cidade foi suspenso devido à "onda de pânico na população".

*Apresentação: Denise Costa.

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