América Latina e Caribe devem crescer em média 1,1% este ano

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Relatório da Cepal destaca importância das políticas macroeconômicas para recuperar dinamismo da economia; Panamá contraria tendência e economia deve crescer 5,6%; Brasil deve registrar crescimento de 0,4%.

Alicia Bárcena. Foto: Cepal/Carlos Vera

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, Cepal, prevê que a região terá um crescimento médio positivo neste ano. O documento analisa também o Brasil que deve crescer 0,4% em 2017 após uma retração de 3,6% em 2016.

A agência da ONU divulgou esta quinta-feira o Estudo Econômico da América Latina e do Caribe 2017. O documento mostra que o avanço médio da economia regional deve chegar a 1,1%, depois de dois anos consecutivos de retração.

Brasil

O diretor do escritório da Cepal no Brasil, Carlos Mussi, falou à ONU News, de Brasília, sobre as expectativas para o país, que deve registrar um leve crescimento este ano depois da queda de mais de 3,5% em 2016.

"O Brasil estamos estimando um crescimento de 0,4% em 2017. É certamente um resultado melhor do que os -3,6% do ano passado, mas ainda longe de colocar o país numa forte aceleração de crescimento".

As maiores previsões de crescimento para este ano, acima de 5%, ficaram com Antígua e Barbuda, República Dominicana e Panamá. A Argentina, saiu de uma retração de -2,2% no ano passado para um crescimento de 2% em 2017.

O desempenho do México se manteve praticamente inalterado, com um avanço de 2,3% e 2,2% para 2016 e 2017, respectivamente.

Riscos

O estudo diz que o crescimento na região deve ser alcançado graças a um contexto internacional que apesar dos riscos geopolíticos, apresenta melhores expectativas de crescimento e melhora nos preços das matérias-primas exportadas pelo bloco.

Os especialistas da Cepal destacam a importância da implementação de políticas macroeconômicas para dinamizar o progresso de longo prazo e avançar no processo de reformas econômicas para a região.

O relatório mostra previsões de crescimento econômico diferentes para os países da região.

No geral, o Produto Interno Bruto, o PIB, da América do Sul, deve crescer 0,6%, já os PIBs da América Central e do México devem expandir 2,5% graças ao aumento das remessas e às perspectivas de avanço dos Estados Unidos.

Em comparação ao ano passado, quando houve uma retração econômica mais acentuada, em 2017 todos os países da região apresentarão índices positivos de crescimento, com exceção da Venezuela, do Suriname e de Santa Lúcia.

Desemprego

Entre os motivos para o avanço econômico estão a moderada recuperação da economia mundial, leve aumento do volume do comércio mundial e maior nível dos preços dos produtos básicos.

Em relação aos gastos, a perspectiva é de uma melhora nos investimentos e maior dinamismo no consumo privado.

Apesar dos sinais de melhora econômica, a taxa de desemprego na região deve aumentar, passando dos 8,9% de 2016 para 9,4% neste ano.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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