ONU: “recuperação de Mossul representa passo no combate ao terrorismo”

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Secretário-geral promete ajudar a criar condições para desalojados pela operação; agências revelam "níveis de trauma maiores do que em qualquer lugar"; chefe humanitária defende que conflito pode estar no fim, a crise humanitária continuará.

Cidade de Mossul, Iraque. Foto: Acnur/Ivor Prickett

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

As Nações Unidas declararam esta segunda-feira que a recuperação da cidade iraquiana de Mossul é "um passo significativo na luta contra o terrorismo e o extremismo violento".

Em nota, o secretário-geral elogiou o povo e o Governo do Iraque pela sua "coragem, determinação e perseverança". António Guterres prestou solidariedade pela perda de vidas e desejou pronta recuperação aos feridos.

Resistência

Agências de notícias anunciaram que as forças de segurança iraquianas atuam nos últimos focos de resistência do grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil.

De acordo com os relatos, o primeiro-ministro Haider al-Abadi esteve em Mossul no domingo onde teria felicitado as tropas por “libertar a cidade”.

O comunicado do porta-voz do secretário-geral diz que a ONU estará ao lado do governo em ações para criar as condições necessárias para o retorno voluntário, seguro e digno dos deslocados.

Os outros desafios incluem restaurar o Estado de direito evitando o retorno à violência e promovendo a responsabilização por todas as violações cometidas.

Trauma

No terreno, o Escritório da ONU para Assuntos Humanitários revelou que se observam "níveis de trauma mais elevados que em qualquer lugar" na cidade iraquiana de Mossul e destaca que as pessoas viveram quase o inimaginável.

As declarações são da coordenadora Humanitária da organização no Iraque, Lise Grande. Segundo ela, 920 mil civis fugiram de suas casas após o início da campanha militar para retomar a cidade a 17 de outubro de 2016.

Estima-se que 700 mil pessoas ainda estejam deslocadas, sendo que quase metade delas vive em 19 acampamentos de emergência.

Grande contou muitas pessoas que fugiram perderam tudo e precisam de alimentos, cuidados de saúde, água, saneamento e kits de emergência.

Crise

Lise Grande considera um alívio saber que a campanha militar na cidade está no fim. Mas advertiu que a crise humanitária continua.

As Nações Unidas atuam há meses no terreno onde "grandes esforços foram feitos pelo governo e pelos parceiros na linha da frente para se estar um passo adiante da crise".

Grande disse ter sido feito o melhor para proteger e para ajudar a maioria dos que precisam de auxílio.

Danos

Entre as próximas ações que podem durar semanas e meses a representante falou de 15 dos 54 bairros residenciais no oeste que estão fortemente danificados e pelo menos 23 onde os danos são moderados.

Há civis em "extremo risco" que estão isolados nas áreas onde é provável que que ocorram confrontos que incluem Tel Afar, Hawija e Anbar Ocidental. A meta é garantir que agências humanitárias estejam prontas para atuar nessas áreas.

As agências humanitárias receberam 43% dos US$ 985 milhões do plano de resposta humanitária para o Iraque. Para cobrir as necessidades os parceiros exigem de US$ 562 milhões para atender as necessidades urgentes dos deslocados.

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