Líderes religiosos lançam na ONU plano para prevenir atrocidades

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Lançamento ocorrerá nesta sexta-feira; conselheiro especial da ONU sobre prevenção ao genocídio liderou consultas para elaboração do plano; para Adama Dieng, implementação da iniciativa pode contribuir para prevenção de crimes atrozes no mundo.

Adama Dieng. Foto: ONU/Manuel Elias (arquivo)

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

Líderes religiosos de diversas partes do mundo estarão reunidos na sede das Nações Unidas em Nova Iorque na sexta-feira para lançar um plano de ação com objetivo de prevenir atrocidades.

O conselheiro especial das Nações Unidas sobre Prevenção do Genocídio, Adama Dieng, falou com a ONU News sobre a iniciativa.

Violência

Dieng afirmou que a "implementação deste plano de ação poderia contribuir para a prevenção de crimes atrozes em todo o mundo".

Ele defendeu ainda que, sob orientação de seu escritório, o plano seja implementado nos níveis local, nacional e regional.

O conselheiro especial da ONU ressaltou que nos últimos anos, o mundo tem visto pessoas usando a religião para incitar violência. Na entrevista à ONU News, Dieng citou a extrema violência do Daesh, denominação em árabe do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil.

Uma humanidade

Ele declarou que não há religião que "promova violência ou peça que pessoas sejam mortas" e que todos no mundo fazem parte de uma humanidade.

Segundo Dieng, o "Plano de ação para prevenir incitamento à violência que poderia levar a crimes atrozes" contém três áreas principais de recomendações. A primeira é relacionada à prevenção; a segunda ao fortelecimento de parcerias e capacitação. Por fim, o plano ressalta a construção de sociedades pacíficas, inclusivas e justas através da promoção, respeito e proteção aos direitos humanos e criação de redes de líderes religiosos.

O plano é resultado de dois anos de consultas lideradas pelo conselheiro especial da ONU.

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