Kassai: Acnur alerta para drama das vítimas da área do tamanho da Alemanha

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Testemunhas falam de gente que vai morrendo em semanas de caminhada nas florestas; deslocados com sinais de trauma profundo não têm nenhum suporte psicossocial.

Deslocado interno congolês com seus filhos na província de Kwilu. Foto: Acnur/John Wessels

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

A Agência das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, retrata o desafio de socorrer milhares de deslocados internos que fogem da região de Kassai. A área da República Democrática do Congo, RD Congo, é equivalente ao tamanho da Alemanha.

Uma nota emitida esta sexta-feira, em Genebra, destaca que o conflito continua a expandir-se com o surgimento de vários grupos.

Fronteira

O acesso humanitário a mais de 1,3 milhão de pessoas desalojadas é limitado por causa das difíceis condições rodoviárias e da falta de segurança.

Funcionários da agência visitaram recentemente as províncias de Kwilu e Lualaba, que fazem fronteira com a região onde mais ocorrem os confrontos.

A situação dos recém-chegados é considerada "extremamente vulnerável" após a fuga de semanas. Os deslocados passam por uma floresta densa "sem comida, água, remédios ou roupas e vendo pessoas morrer", que incluem mulheres e crianças.

Entre os recém-chegados estão civis feridos ou mutilados por machetes e balas. Muitos deles revelam "sinais de trauma profundo após terem vivido atrocidades, e a sua situação carece de qualquer suporte psicossocial".

O Acnur revelou preocupação com o risco de abuso e exploração sexual. Vários Muitas crianças e mulheres fugiram por sua conta e menores não acompanhados estão sem arranjos de acolhimento apropriados.

Recursos

A maioria dos deslocados é acomodada por comunidades anfitriãs com recursos limitados. Eles habitam em edifícios abandonados, clínicas, escolas ou mesquitas tendo vários deles falado de filhos que deixaram e ir à escola.

O Acnur trabalha com organizações parceiras congolesas nas províncias de Kassai, Kassai Central, Kwango, Kwilu e Lualaba onde oferece mais de 267 mil refeições quentes por dia.

Cerca de 20 mil pessoas vulneráveis da província de Lualaba devem beneficiar nos próximos dias da primeira distribuição de artigos domésticos essenciais.

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