Conselho de Segurança destaca cólera que já afetou 300 mil no Iémen

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Chefe dos Assuntos Humanitários afirma que situação de "escândalo" é criada por seres humanos; enviado do secretário-geral revela que país sofre com crises complexas.

Reunião no Conselho de Segurança na manhã desta quarta-feira. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.*

O agravamento do cólera no Iémen foi um dos temas mais realçados na sessão do Conselho de Segurança sobre o país ocorrida esta quarta-feira. Mais de 300 mil pacientes e 1,7 mil mortes foram registados nos últimos dois meses e meio.

Para o subsecretário-geral da ONU para os Assuntos Humanitários, Stephen O'Brien, o "escândalo do cólera" foi inteiramente provocado pelos seres humanos e pelos que de fora do país lideram, abastecem, combatem e perpetuam os confrontos.

Comunidades

A reunião foi marcada pela primeira intervenção do novo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, desde que assumiu o cargo há 10 dias.

Tedros Ghebreyesus disse que garantir que os funcionários da saúde sejam pagos e que continuem em seus postos é fundamental. Ele acrescentou que esses profissionais precisam de ajuda internacional para continuar a servir às comunidades.

O representante do secretário-geral da ONU para o Iémen, Ismail Ould Cheik Ahmed, disse que além do impacto da doença, as pessoas sofrem com a guerra e a fome que colocam o país numa série de emergências complexas.

Guerra

O enviado destacou que mais de 20 milhões de pessoas são afetadas pela situação cuja escala e efeito serão sentidos muito depois do fim da guerra.

Pelo menos 14 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar, metade das quais corre risco de fome quando a intensidade do conflito aumenta e a situação humanitária continua a piorar.

A cidade de Taiz registou o mais recente intensificação das operações das partes do conflito que já atingiam com gravidade as províncias de Hajjah, Marib e Al-Jawf.

No palácio presidencial de Taiz e nas áreas a leste da cidade ocorrem "bombardeamentos indiscriminados" que aumentam os mortos e feridos em áreas residenciais e destroem a infraestrutura do centro urbano.

*Apresentação: Monica Grayley.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE SETEMBRO DE 2017
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