Conflito no Afeganistão deixa 5 mil mortos ou feridos em apenas seis meses

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Número é 2% mais alto se comparado ao mesmo período do ano passado; já a quantidade de pessoas que perderam a vida ou foram feridas em ataques suicidas aumentou 15%.

Vista aérea de Kabul, no Afeganistão. Foto: Unama/Ari Gaitanis

Eleutério Guevane, da ONU em Nova Iorque.*

Mais de 5 mil civis foram mortos ou feridos somente nos primeiros seis meses deste ano em ataques suicidas no Afeganistão.

A informação consta de um levantamento da Missão das Nações Unidas no país, Unama. Num comunicado, a ONU pediu às forças antigoverno para acabar com os ataques aos afegãos.

Ataques Complexos 

De acordo com os dados, pelo menos 1.662 civis foram mortos e 3.581 ficaram feridos de janeiro a junho deste ano. O número corresponde a 2% a mais que no mesmo período em 2016.

As mortes e os ferimentos causados por atentados suicidas e outros "ataques complexos" subiram 15% . Pelo menos 40% das vítimas civis foram afetadas por explosivos improvisados, colocados por grupos antigovernamentais, em estradas do país.

O chefe da Missão da ONU  no Afeganistão, Unama,  disse que o custo humano da guerra inclui a perda de vidas, a destruição e um "imenso sofrimento".

Em comunicado, Tadamichi Yamamoto considera especialmente assustador "o uso contínuo de explosivos improvisados de formas indiscriminada, desproporcional e ilegal".

Sofrimento humano

Já o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos disse que as estatísticas não refletem completamente o sofrimento do povo do Afeganistão.

Para Zeid Al Hussein, cada um dos dados é reflexo de uma "família partida, do trauma e do sofrimento inimagináveis, além da violação brutal dos direitos humanos".

Zeid declarou que vários civis afegãos sofrem com o trauma psicológico após perderem familiares e amigos e que "vivem com medo sabendo dos riscos que  enfrentam à medida que levam as suas vidas diárias".

Caminhão-bomba

A ONU indica um aumento no número de incidentes com mulheres e crianças mortas e feridas. No total houve  23% a mais de ataques.

O maior ataque em número de vítimais fatais ocorreu em maio quando um suicida explodiu um caminhão-bomba em Cabul, capital do país, matando pelo menos 92 pessoas e ferindo cerca de 500.

Foi o pior ataque desde 2001, quando o Talebã foi deposto do governo. Mas até agora, ninguém reivindicou a autoria deste atentado.

*Apresentação: Monica Grayley.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE SETEMBRO DE 2017
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