Com recuperação de Mossul, prestação de contas é chave para curar "feridas"

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Avaliação é do alto comissário da ONU para Direitos Humanos; , Zeid Al Hussein declarou que "direito à verdade deve prevalecer para garantir que crimes do Isil não envenenem a sociedade iraquiana por gerações".

Foto: Ocha/Themba Linden

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

A retomada da cidade de Mossul do controle do grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, por forças governamentais iraquianas e parceiros marcam um "importante ponto de virada no conflito".

No entanto, o alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, ressaltou que o Iraque deve garantir que os que cometeram crimes sejam responsabilizados.

"Direito à verdade"

Em nota, Zeid declarou que "o direito à verdade deve prevalecer para garantir que os crimes do Isil não envenenem a sociedade iraquiana por gerações".

Com a retomada de Mossul, a extensão das violações e abusos cometidos pelo grupo terrorista tornaram-se mais evidentes.

Cicatrizes

O alto comissário afirmou que as violações "graves e sistemáticas" da lei humanitária internacional e abusos e violações de direitos humanos cometidos pelo Isil nos três anos em que controlou a cidade, incluindo escravidão sexual de mulheres e menias, deixou "profundas cicatrizes na sociedade iraquiana".

Isso inclui o sequestro de 1.636 mulheres e meninas e 1.733 homens e meninos da comunidade Yazidi que continuam desaparecidos.

Zeid alertou que mesmo agora, combatentes do Isil podem aterrorizar e matar com bombardeios e sequestros, e pessoas ainda estão sendo sujeitas a horrores diários e sofrendo em bastiões restantes do Isil, como Tal Afar e Hawijah.

Reconciliação

Ele também citou alegações de violações e abusos de direitos humanos por forças de segurança do governo ou associadas, assim como indivíduos se vingando de combatentes do Isil capturados ou de pessoas acusadas de apoiá-los.

Zeid alertou que tais punições são um "ato de vingança" e contrariam a "reconciliação nacional e coesão social".

A reposta mais adequada, segundo o alto comissário, seria "aumentar as ações para criar um Iraque fundamentado na igualdade e no estado de Direito".

Investigações

Ele saudou o fato de autoridades judiciais terem lançado investigações sobre alegações de graves violações de direitos humanos cometidas por forças pró-governo e pediu que as conclusões sejam tornadas públicas para garantir que os autores sejam levados à justiça.

Zeid também reiterou seu pedido para que o governo iraquiano se torne parte do Estatuto do Tribunal Penal Internacional, TPI.

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