Chefe de direitos humanos lamenta morte de ativista chinês Liu Xiaobo

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Ação do Prémio Nobel da Paz foi celebrizada no massacre de Tiananmen em 1989; morte ocorreu esta quinta-feira aos 61 anos; Zeid Al Hussein pede liberdade de movimento para a esposa e os mais próximos.

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Al Hussein. Foto: ONU/Pierre Albouy

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.*

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, lamentou a morte do Prémio Nobel da Paz Liu Xiaobo, a quem considera "uma figura icônica na defesa dos direitos humanos e da democracia da China".

O ativista morreu nesta quinta-feira, aos 61 anos, vítima de uma doença prolongada num hospital do nordeste da China. Ele foi transferido para o local a partir da prisão onde cumpria uma pena de 11 anos por "subversão".

Exemplo

Para Zeid, o ativista "foi e continuará a ser uma inspiração e exemplo" para todos os outros defensores da área.

Na mensagem de condolências, o alto comissário disse esperar que a esposa do falecido, Liu Xia, e sua família e amigos possam atravessar o luto e honrar ao falecido segundo seus desejos.

A nota destaca que o movimento dos direitos humanos na China e no mundo perdeu um campeão de princípios que dedicou a vida à defesa e à promoção dos direitos humanos "de forma pacífica e consistente", tendo sido preso por defender suas crenças.

Liberdade

A ação do ativista chinês ficou conhecida no massacre de Tiananmen em 1989, seguida de protestos e publicações. Ele ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2010.

O apelo a autoridades chinesas é que garantam a liberdade de circulação da esposa Liu Xia e permitam que esta viaje para o exterior, se assim o desejar.

Zeid considera Liu Xiaobo a "verdadeira encarnação dos ideais democráticos e não-violentos" que defendia, e que apesar de preso e separado disse que "não tinha ódio daqueles que o perseguiram e levaram ao tribunal".

Apresentação: Michelle Alves de Lima.

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