Angola espera que estatísticas do país sejam mais utilizadas pelo mundo

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Diretor do Instituto Nacional revela desafios na recolha de dados que prejudicaram o país; Camilo Ceita integrou delegação que falou de novos esforços em contactos comagências em Nova Iorque.

Foto: Banco Mundial/Jonathan Ernst

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

Angola quer que os dados estatísticos produzidos pelo país sejam mais utilizados pelas agências internacionais.

Após uma semana de contactos em Nova Iorque, representantes angolanos revelaram "otimismo" com as promessas de agências das Nações Unidas.

Investimento

O diretor do Instituto Nacional de Estatística de Angola, INE, disse que após  novos investimentos o desafio é manter a frequência e atualizar os  estudos em áreas que incluem população, emprego e saúde.

Falando à ONU News, Camilo Ceita revelou que a falta de investimentos que afetou as pesquisas durante anos prejudicou o país.

Modelos

"Em relação, por exemplo, à maternidade infantil que nós temos agora cerca de 44 (mortos por cada mil nados vivos) e o Unicef vai apresentar 68. A tendência aí está. Por quê é esta diferença? Justamente porque antes não tínhamos (estudos). Eles recuaram bastante com modelos estatísticos e matemáticos e assim é que se faz. Estamos satisfeitos e eu acho que para o nível da programação do governo deve ser o momento crucial porque a tendência mostra onde estávamos e para onde estamos a ir."

Na delegação que incluiu representantes do Ministério do Planeamento e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em Angola, o responsável disse ter falado de novas apostas.

Inquéritos

"Estamos a produzir a informação estatística de acordo com as normas de qualidade das Nações Unidas. Também, de alguma forma, estamos a produzir informação que não estando diretamente em sintonia com o calendário de publicação das agências faz com que estas discrepâncias aconteçam. Percebemos isso e também as agências perceberam. O segundo passo é saber como é que elas poderiam e devem utilizar. Ficamos alegremente surpreendidos que todas as informações quer do Censo quer dos inquéritos produzidos pelo INE serão aproveitados e publicados nos diversos relatórios das agências das Nações Unidas."

O diretor do Instituto Nacional de Estatística de Angola revelou que o governo aumentou investimentos na recolha de dados e criou a estratégia de desenvolvimento de estatísticas.

O desafio dos técnicos angolanos envolve cumprir as suas obrigações para produzir séries de dados.

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