Valor enviado por migrantes cresce mais da metade em uma década

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Fida revela que receitas de migrantes envolvem mais de um em cada sete habitantes do planeta; 200 milhões de trabalhadores migrantes apoiam cerca de 800 milhões de famílias.

Foto: AU/UN IST/Stuart Price

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.*

O Fundo Internacional de Investimento Agrícola, Fida, anunciou esta quarta-feira que o valor total que os migrantes enviam às suas famílias em países em desenvolvimento aumentou em mais da metade em 10 anos.

O relatório Envio de dinheiro: Contribuindo para o ODS, uma família de cada vez é o primeiro estudo da tendência de migração e de fluxos de remessas que ocorreram entre 2007 e 2016.

Famílias

De acordo com o documento, mais de 200 milhões de trabalhadores migrantes apoiam atualmente a cerca de 800 milhões de famílias a nível global.

O aumento do valor das remessas em 51% é "muito maior que a subida de 28% na migração desses países", destaca o estudo.

Apesar da alta verificada nos padrões de envio em quase todas as regiões do mundo, a Ásia destaca-se com um aumento de 87% nas remessas dos migrantes durante o período analisado.

Impacto

Para o presidente do Fida, o impacto dessas transações deve primeiramente ser observado em cada família. Gilbert Houngbo defende que não se trata do dinheiro enviado para casa dos migrantes mas do impacto na vida das pessoas.

Ele explicou que pequenas quantidades como US$ 200 ou US$ 300 enviadas por cada migrante representam cerca de 60% da renda doméstica da família, "uma enorme diferença nas suas vidas e nas comunidades em que vivem".

De acordo com a agência, mais de 1 bilhão de pessoas enviam ou recebem quase meio trilhão de dólares em remessas todos os anos.

Para o Fida, os fluxos de migração e as remessas que os migrantes movimentam estão a ter impactos de grande escala na economia global e no cenário político global.

*Apresentação: Denise Costa.

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