Unicef: Pelo menos 9 milhões de crianças sírias podem ficar sem ajuda

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Agência revela pior deficit de financiamento desde que começou a responder à crise do país; pelo menos 6 milhões de menores dependem de assistência no país; ONU enviou ajuda para mais de 84 mil pessoas em Homs.

Existem 6 milhões de crianças dentro da Síria que dependem da assistência humanitária. Foto: Unicef/Bassam Khabieh

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.*

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, anunciou que se não houver mais fundos pode haver um corte nas atividades essenciais para crianças sírias e comunidades anfitriãs que terá "graves consequências".

Esta sexta-feira, a agência declarou um deficit de financiamento de US$ 220 milhões, o pior desde que o Fundo começou a responder à crise da Síria.

Crianças

Cerca de 9 milhões de crianças da nação árabe e de Estados vizinhos se beneficiam dos programas da agência.

Em Amã, na Jordânia, a coordenadora de Emergência do Unicef para Resposta na Síria, Geneviève Boutin, disse a jornalistas que a ajuda humanitária é vital para a sobrevivência diária das crianças.

Segundo ela, existem 6 milhões de crianças dentro da Síria que dependem da assistência. Destas, 280 mil estão isoladas em áreas onde a agência tem raramente a oportunidade de prestar assistência.

Países vizinhos

De acordo com o Fundo, a cada dia as necessidades humanitárias crescem e a pressão sobre comunidades anfitriãs "compromete seriamente a sua capacidade de se sustentar". Os países vizinhos abrigam 80% dos refugiados sírios.

Em nota separada, as Nações Unidas anunciaram que mais de 84 mil pessoas necessitadas da província síria de Homs serão beneficiadas por um comboio de ajuda que envolve várias organizações.

A entrega de auxílio para as áreas de Talbiseh  e Tlul Elhomor envolveu a ONU e a Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho da Síria. A carga é composta por alimentos, itens não alimentares, suprimentos nutricionais, água, artigos de saneamento e higiene além de suprimentos para a saúde e educação.

Espera-se que a distribuição seja feita nos próximos dias, com a abertura da estrada entre as duas cidades. O último comboio humanitário chegou a Talbiseh em março passado.

Poliomielite

Já na província de Deir ez-Zor, a Organização Mundial da Saúde, OMS, planeja realizar uma campanha de vacinação contra a poliomielite após o registro recente de três casos da doença.

O último paciente foi confirmado em 1999 após a importação do vírus selvagem da pólio. O país não registrou nenhum caso da doença até outubro de 2013, quando o vírus foi confirmado nas cidades de Deir ez-Zor e Alepo.

*Apresentação: Edgard Júnior.

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JORNAL DA ONU - 6 MIN, 23 DE JUNHO DE 2017
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