Chefe da Ctbto: é urgente mudar o tratado de proibição de testes nucleares

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Secretário-executivo da Comissão Preparatória para o tratado diz que o documento não fornece segurança num ambiente geopolítico instável.

Conferência de Ciência e Tecnologia 2017, em Viena, na Áustria. Foto: CTBTO

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.

O chefe da Comissão Preparatória para o Tratado de Proibição de Testes Nucleares, Ctbto, Lassina Zerbo, afirmou que "é urgente mudar o status quo" do acordo.

Falando esta terça-feira na Conferência de Ciência e Tecnologia 2017, em Viena, na Áustria, Zerbo disse que a condição atual do documento não fornece segurança num ambiente geopolítico instável.

Ação

Aproveitando a presença de cientistas e líderes de vários países, ele pediu a comunidade uma mudança da "retórica para ação" e assim transformar o tratado em lei.

O acordo ainda não virou lei apesar de ter sido aberto para assinaturas e ratificação há 21 anos. O tratado é quase universal, recebeu 183 assinaturas e 166 ratificações.

O problema é que 44 nações, incluindo oito "potências nucleares" ainda não firmaram ou ratificaram o documento para que ele possa entrar em vigor. Os países com tecnologia ou armas nucleares que precisam ratificar o tratado são: China, Coreia do Norte, Egito, Estados Unidos, Índia, Irã, Israel e Paquistão.

Desde 1996, Índia, Paquistão e Coreia do Norte violaram as determinações do acordo realizando testes nucleares.

Confiança

Zerbo declarou que a comunidade internacional deve ter como foco avançar com os objetivos comuns nas áreas científica e tecnológica para criar confiança e entendimento mútuo.

Para ele, a colaboração da ciência é essencial para alcançar um mundo livre desta ameaça. Na sua opinião, ela é vital também para lidar com outros desafios enfrentados pela humanidade, como a redução dos riscos de desastres e a mitigação da mudança climática.

A princesa Sumaya bint el Hassan da Jordânia enfatizou a importância do conhecimento científico em discussões regionais e globais em questões relacionadas à paz e ao desenvolvimento.

A princesa Hassan é presidente da Sociedade Científica Real da Jordânia e uma ativista no uso da ciência para a paz.

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