Conselho de Segurança debate combate à violência sexual em conflitos

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Vice-secretária-geral falou sobre questões como estigma e prevenção; para Amina Mohammed, raízes da violência sexual relacionada a conflitos estão na desigualdade e discriminação contra as mulheres "em todos os contextos".

Foto: ONU/Evan Schneider

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas realiza nesta segunda-feira um debate aberto sobre violência sexual em conflito. A vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, saudou o trabalho do órgão no combate à prática, incluindo a recente adoção da resolução 2331.

O documento destaca as ligações entre violência sexual relacionada a conflitos, tráfico em confrontos armados e extremismo violento.

Prevenção

Mohammed destacou que o secretário-geral, António Guterres, colocou a prevenção como uma prioridade.

Entre outros avanços, ela citou que existe agora um "robusto quadro legislativo", incluindo uma série de resoluções precisas do Conselho de Segurança que fornecem novas ferramentas para mudança e progresso.

Segundo a vice-chefe da ONU, está começando a ser ver alguma prestação de contas em níveis nacional e internacional

Discriminação

No entanto, para Amina Mohammed, é preciso enfrentar que as raízes da violência sexual relacionada a conflitos estão na desigualdade e na discriminação contra as mulheres "em todos os contextos".

Ela afirmou que muitas mulheres vivem sob o "espectro da violência" em suas vidas diárias, em suas casas e famílias. Segundo a vice-secretária-geral, conflito armado apenas serve para "exacerbar essas condições existentes".

Terrorismo

Para a vice-chefe da ONU, o relatório do secretário-geral deixa claro que há também novos desafios: a violência sexual é cada vez mais usada como tática de terrorismo, empregada por grupos extremistas em locais como Iraque, Síria, Iêmen, Somália e Mali para fazer avançar seus fins militares, econômicos e ideológicos.

Mohammed defendeu ser essencial que considerações sobre a proteção e autonomia de mulheres e crianças estejam presentes nas estratégias de combate ao terrorismo e ao extremismo violento.

Desafios

Em sua apresentantação ao Conselho, ela listou desafios, incluindo como fazer com que grupos armados não estatais cumpram a lei internacional.

A vice-chefe da ONU também alertou que a crise migratória e o deslocamento em massa de populações devido a conflitos prolongados ao redor do mundo aumenta o risco de violência sexual.

Outro ponto abordado por Amina Mohammed foi o estigma enfrentado por vítimas deste crime.

A vice-secretária-geral concluiu seu discurso ao Conselho de Segurança falando de "responsabilidade solene de converter uma cultura secular de impunidade em uma cultura de prestação de contas e de dissuasão".

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