Presidente da Fiocruz diz que saneamento é fundamental para acabar com DTNs

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Nísia Trindade Lima fez a declaração durante conferência sobre Doenças Tropicais Negligenciadas em Genebra; embaixadora do Brasil Maria Nazareth Azevêdo disse que país quer se tornar um ator global no combate a essas doenças.

Nísia Trindade Lima (direita) e a Maria Nazareth Farani Azevêdo (esquerda). Foto: ONU News/Edgard Júnior

Edgard Júnior, da ONU News em Genebra.*

A Conferência da Organização Mundial da Saúde sobre Doenças Tropicais Negligenciadas teve início esta quarta-feira em Genebra com promessas e compromissos para acabar com o problema em todo o mundo.

A presidente da Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz, Nísia Trindade Lima, participou do encontro falou à ONU News sobre como alcançar a meta da OMS para erradicar as DTNs até 2020.

Saneamento

"Para alcançar essas metas, várias ações são possíveis. Nós acreditamos que trabalhar com os determinantes socioambientais da saúde, especialmente com o saneamento e do trabalho em políticas sociais de combate à pobreza é fundamental. E ao lado disso, uma associação entre políticas de inovação envolvendo pesquisa, o setor industrial e uma associação do setor público-privado com esses objetivos é fundamental."

Para ela, inovação e acesso à saúde são as duas palavras fundamentais que são os pilares do Sistema Único de Saúde brasileiro.

A presidente da Fiocruz afirmou que "é muito importante a continuidade de políticas de saúde, de ciência e tecnologia e sociais. As políticas nesse sentido representam não gastos, mas investimentos na qualidade de vida, na saúde e no futuro do país".

Ator global

A embaixadora do Brasil junto à ONU em Genebra, Maria Nazareth Farani Azevêdo também participou do encontro. Em entrevista à ONU News, ela falou do objetivo do país de se tornar um ponto de referência na luta contra as DTNs.

"O Brasil quer combater as Doenças Tropicais Negligenciadas não só no país mas ele quer ser um ator global dentro dessa organização (OMS) e no mundo. Nós queremos mostrar que nós temos experiência, por exemplo, como vítima de surtos de doenças como zika, dengue e febre amarela e que nós soubemos encontrar respostas rápidas para esses problemas e essa resposta a gente pode compartilhar com outros países."

A conferência em Genebra vai até sábado com eventos paralelos que reunem autoridades do mundo inteiro em busca de uma solução para acabar com essas doenças.

*Em parceria com o Escritório da OMS para África.

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