OMS reforça resposta à fome com 350 funcionários no Sudão do Sul

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Equipa ajuda a conter mortes, doenças evitáveis e na oferta de serviços de saúde; cerca de 270 mil crianças afetadas pela desnutrição aguda grave; agência ajuda preparação de imunização contra o sarampo.

Foto: Unicef/UN027524/Ohanesian

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciou que movimenta mais de 350 pessoas que lidam com crises e desafios diversos em coordenação com as autoridades do Sudão do Sul.

A agência revelou que está a aumentar a resposta à crise humanitária no país onde a falta de infraestrutura limita os esforços para baixar as mortes, as doenças evitáveis e oferecer serviços de saúde nas áreas com fome.

Desnutrição

Em fevereiro, várias regiões do estado de Unidade declararam a situação de fome que afeta mais de 100 mil pessoas. Mais de 1 milhão de sul-sudaneses estão em risco.

O outro motivo de preocupação são as cerca de 270 mil crianças e 350 mil mulheres afetadas pela desnutrição aguda grave.

O receio é que um total de 5,5 milhões de pessoas venha a passar fome nos próximos dois meses. As crianças estão particularmente vulneráveis à desnutrição.

O representante da OMS para o Sudão do Sul, Abdulmumini Usman, disse que uma criança desnutrida está doente e pode morrer por falta de alimentos e cuidados.

Surtos 

O responsável explicou que quando é declarada a situação de fome "já é tarde demais para milhares de pessoas". Os desnutridos estão mais expostos a doenças e podem ser os primeiros afetados pelos surtos de doenças com potencial de levar rapidamente à morte.

A agência ajuda o governo sul-sudanês a preparar uma campanha nacional contra o sarampo, que no fim do ano vai incluir as áreas afetadas pela fome.

Este ano, a OMS já apoiou uma iniciativa de vacinação contra a cólera e forneceu 69 mil doses orais para evitar a doença no mais novo país do mundo.

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