OMS quer aumentar esforços globais de prevenção da malária

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Agência da ONU afirmou que entre 2000 e 2015 o número de mortes causadas pela doença caiu 62% e o número de casos teve uma redução de 41%; Dia Mundial da Malária acontece este 25 de abril, terça-feira.

Foto: Acnur/Sarah Hoibak

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, quer aumentar os esforços globais de prevenção da malária para salvar vidas. A declaração marca o foco da agência da ONU para marcar o Dia Mundial da Malária, esta terça-feira, 25 de abril.

Segundo relatório da OMS lançado no ano passado, os casos da doença no mundo caíram 41% e as mortes 62% entre 2000 e 2015. A OMS calcula que os números revisados do documento podem mostrar que  6,8 milhões de vidas foram salvas por causa de medicamentos, tratamentos e mosquiteiros.

Brasil

Do Rio de Janeiro, em entrevista à ONU News, o coordenador do Centro de Pesquisa, Diagnóstico e Treinamento em Malária da Fiocruz, Cláudio Tadeu Ribeiro falou sobre a situação da doença no Brasil.

"A Organização Mundial da Saúde fez uma proposta que em 15 anos os países endêmicos reduzissem em 75% a transmissão (da malária). O Brasil alcançou esta meta em 2014, ou seja em 14 anos e não 15. Então nós reduzimos em 75% e nós continuamos reduzindo. Nós temos hoje cerca 128 mil casos e partimos de 600 mil em 2000 e de novo em 2005. Essa é a realidade."

Ele explicou que o Brasil conseguiu baixar os números depois de 2000, mas eles voltaram a subir ao mesmo patamar em 2005. Por isso, o especialista da Fiocruz diz que o país levou nove anos para atingir a meta da agência da ONU.

Atualmente, 90% dos casos de malária no mundo estão na região da África Subsaariana. A OMS diz que durante este mesmo período 663 milhões de casos foram evitados em toda essa área e o maior impacto veio dos mosquiteiros impregnados com inseticidas.

Muitos avanços foram conquistados até agora apesar disso, a doença continua sendo considerada uma grande ameaça à saúde pública.

Eliminação

As perspectivas da agência para alcançar as metas de eliminação da malária são positivas e o médico da Fiocruz também falou sobre o assunto.

"Então a gente acredita sim que a gente possa eliminar (a malária) de muitos países e levar o número a números residuais que a gente possa então adequar as estratégias de controle para visar à erradicação. Se ela é possível, ainda é uma outra questão, mas nós continuamos com o discurso de que essa perspectiva é uma realidade atingível."

A estratégia técnica global da OMS para a malária entre 2016 e 2030 determina uma redução de pelo menos 90% dos casos da doença em 35 países. O plano quer também prevenir a reintrodução da malária em todos os países que já estejam livres da doença.

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