Mulheres enfrentam "risco extremo" de violência sexual no Sudão do Sul

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Alerta é do vice-representante especial do secretário-geral no país; Eugene Owusu falou a jornalistas na capital Juba;  casos de violência sexual e baseada em género cresceram 64% em 2016 em comparação com o ano anterior.

Foto: Acnur/Rocco Nuri

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

Sem paz no Sudão do Sul, milhões de pessoas podem passar fome e milhões de mulheres e meninas estão em risco de serem estupradas enquanto tentam fazer suas atividades diárias, incluindo procurar comida, alertou o vice-representante especial do secretário-geral no país.

Eugene Owusu afirmou que embora os trabalhadores humanitários continuem a fazer todo o possível  para aliviar o sofrimento das pessoas, a situação continuará a piorar se "as armas não forem silenciadas".

Violência

O representante falou com jornalistas na capital Juba sobre a violência e a insegurança alimentar a afetar o país. Ele ressaltou que 7,5 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária e cerca de 3,5 milhões tiveram de fugir de suas casas.

Owusu alertou ainda que os casos de violência sexual e violência baseada em género cresceram 64% em 2016 em comparação com o ano anterior.

O coordenador humanitário da ONU no Sudão do Sul destacou que a violência também é uma preocupação para os trabalhadores a tentar entregar ajuda.

Ele fez um apelo às autoridades da nação africana que garantam "acesso seguro e irrestiro a todas as áreas do país para evitar a propagação da fome.

Além disso, pelo menos 83 trabalhadores humanitários foram mortos desde o início da vaga de violência em dezembro de 2013.

Recursos

Recursos são outra preocupação, já que apenas 27% do apelo de US$ 1,6 mil milhão foi financiado até o momento, de acordo com o Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha.

Apesar desses desafios, a ONU e doadores internacionais trabalharam com o governo para entregar ajuda a pelo menos 1,6 milhão de pessoas, incluindo cerca de 400 mil afetadas pela fome em Leer e Mayendit.

Por fim, ele afirmou que a resposta de longo prazo para a situação humanitária é recuperação, estabilização e desenvolvimento.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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