Especialistas debatem situação da hanseníase e Mal de Chagas em Genebra

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Conferência da OMS sobre Doenças Tropicais Negligenciadas vai debater também o financiamento para cobrir operações de saúde no mundo; equipe da ONU News está na Organização Mundial da Saúde acompanhando o evento.

Nos últimos cinco anos, desde a Declaração de Londres, mais de 7 bilhões de remédios foram doados pelas companhias farmacêuticas para tratar quase 1 bilhão de pessoas todos os anos. Foto: OMS/S. Hawkey

Edgard Júnior, enviado especial da ONU News a Genebra.*

Especialistas reunidos na Conferência da Organização Mundial da Saúde, OMS, sobre Doenças Tropicais Negligenciadas debatem esta sexta-feira a situação da hanseníase, conhecida em alguns países com lepra, e Mal de Chagas em várias partes do mundo.

Representantes de governos, organizações, da indústria farmacêutica e doadores, estão em Genebra esta semana discutindo como atingir a meta da OMS de eliminar ou reduzir a presença dessas doenças, principalmente na África.

Estigma

A coordenadora geral de hanseníase e doenças em eliminação do Ministério da Saúde do Brasil, Dra. Carmelita Ribeiro Filha, participa do encontro na cidade suíça.

Em entrevista à ONU News ela falou sobre o problema do estigma contra a doença.

"Hanseníase é uma doença que causa incapacidades físicas e isso traz um estigma ainda muito grande e forte sobre as pessoas, sobre a família e no trabalho, e também é um ponto em nosso trabalho contra o estigma."

Declaração

Nos últimos cinco anos, desde a Declaração de Londres, mais de 7 bilhões de remédios foram doados pelas companhias farmacêuticas para tratar quase 1 bilhão de pessoas todos os anos.

A maioria dos países tropicais já conseguiu mapear as áreas atingidas pelas DTNs, mas muito trabalho ainda precisa ser feito. O projeto Espen calcula que até 2020 todas as regiões mapeadas vão estar recebendo os medicamentos necessários para combater essas doenças.

Parceria

O Espen foi criado através de uma parceria entre a OMS, os países africanos onde o problema ainda é endêmico e a comunidade de especialistas sobre as doenças tropicais negligenciadas.

A meta do projeto é garantir que os países mais afetados pelas DTNs consigam eliminar as cinco doenças mais graves na África, são elas: filiaríase linfática, também conhecida como elefantíase, a oncocercose, também chamada de cegueira dos rios e a schistosomíase, que é uma infeção urinária comum em homens. Ainda na lista estão o tracoma e as doenças transmitidas por parasitas.

*Em cooperação com o Escritório Regional da OMS em Genebra.

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