Banco Mundial defende eficiência nos gastos da AL e Caribe com infraestrutura

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Região investe 3% do PIB no setor; para melhorá-lo, não precisa desembolsar mais, e sim definir prioridades e apostar em transparência segundo o órgão.

Investimento da América Latina e Caribe em infraestrutura e menor do que a média global. Foto: Banco Mundial

Mariana Ceratti, de Washington, para a ONU News.*

O Banco Mundial discutiu nesta quinta-feira, em Washington, a necessidade de a América Latina e o Caribe gastarem em infraestrutura  de forma mais eficiente.

O debate ocorreu durante as reuniões de primavera, organizadas com o Fundo Monetário Internacional, FMI, que seguem até domingo.

Desaceleração

Segundo os especialistas participantes do evento, o investimento em infraestrutura pode servir como um poderoso motor de desenvolvimento na América Latina e no Caribe. Em 2017, depois de seis anos de desaceleração, incluindo dois de recessão, a economia regional crescerá 1,5%.

América Latina e Caribe investem em média 3% do PIB por ano em infraestrutura. Alguns países, como o Chile, aplicam mais de 4%, e outros, como o Brasil, menos.

PIB

De toda forma, o Banco Mundial avalia ser um percentual baixo em comparação com o do resto do mundo. A região do leste da Ásia e Pacífico, por exemplo, dedica 7,7% do PIB anual ao setor.

Para conseguir melhores resultados, não é necessário gastar mais, e sim com mais eficiência e foco. O secretário de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento, Jorge Arbache, participou do evento e falou sobre algumas áreas prioritárias para o Brasil.

"Voltado para o futuro, certamente tudo aquilo que tem a ver com a economia digital, como telecom, internet, infraestrutura das regiões urbanas que tenha maior condição de agregar valor e diversificar a economia. Isso é fundamental quando a gente olha para a frente. Quando se olha para o passado, a gente tem que dar conta de tudo que está associado, por exemplo, à habitação dos pobres, a redes de transporte nas cidades, que aumentam muito o tempo de transporte de carga, mas também de pessoas. São coisas relativamente simples, mas que ainda não fizemos adequadamente."

Economias

Uma prioridade para a região é o setor de energia. Com investimentos que favorecessem a  eficiência, a resistência ao clima e o uso de tecnologias renováveis, a região poderia economizar US$ 23 bilhões por ano.

Os especialistas também abordaram a real participação do setor privado na melhoria da infraestrutura. Desde 2006, os investimentos em parcerias público-privadas, PPPs, aumentaram de 0,5% para 1,2% do PIB regional.

Acontece que um terço do financiamento para as PPPs vem dos governos, e metade dos acordos requer garantias públicas. Por isso, os recursos privados ainda são vistos como um complemento, e não como um substituto para os investimentos públicos.

*Reportagem do Banco Mundial Brasil.

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JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 24 DE ABRIL DE 2017
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