Unicef alerta para ameaças enfrentadas por crianças migrantes e refugiadas

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Segundo agência da ONU, um ano após fechamento das fronteiras de países da região dos Balcãs e declaração entre Turquia e UE para interromper grandes fluxos migratórios, menores enfrentam riscos maiores de deportação, detenção, exploração e privação.

A jovem Ayesh, que fugiu da Síria para a Turquia, não frequenta a escola. Foto: Unicef/Shehzad Noorani

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

Um ano depois do fechamento das fronteiras de países da região dos Balcãs e da declaração entre Turquia e União Europeia para interromper grandes fluxos migratórios, crianças refugidas e migrantes enfrentam riscos maiores de deportação, detenção, exploração e privação.

O alerta é do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef. Segundo o diretor regional da agência, Afshan Khan, "embora tenha havido uma grande queda no número geral de crianças entrando na Europa desde março do ano passado, houve um aumento nas ameaças e dificuldades que crianças refugiadas e migrantes devem suportar".

Círculo vicioso

Para ele, a questão virou um "círculo vicioso: crianças fogem de sofrimento e acabam ou fugindo de novo ou enfrentando detenção ou completa negligência".

Khan é também coordenador especial para a crise de refugiados e migrantes na Europa.

A equipe do Unicef na Grécia registrou níveis profundos de angústia e frustração entre crianças e suas famílias. Apesar de melhorias recentes nas condições de vida, algumas crianças desacompanhadas em abrigos sofrem stress psicológicos, com altos índices de ansiedade, agressão e violência.

A agência também cita comportamentos de alto risco como uso de drogas e prostituição.

Stress

Segundo o Unicef, a guerra, a destruição, a morte de amigos e familiares e uma viagem perigosa, exacerbados por condições de vida ruins em campos na Grécia ou procedimentos de asilo longos podem levar a problemas de stress pós-traumático.

A agência da ONU, em parceria com o governo grego e ONGs parceiras, estão priorizando apoio adequado para crianças migrantes e refugiados para atender a suas necessidades psicossociais e de saúde mental.

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