Chefe de assistência humanitária lembra milhões de vítimas do conflito sírio

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Stephen O'Brien divulgou mensagem de vídeo para lembrar que seis anos após início dos confrontos, 6,3 milhões de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas; ele afirma que a situação é tão grave que mesmo que um acordo seja firmado amanhã, milhões de sírios precisariam de ajuda por vários meses e anos.

Stephen O’Brien. Foto: ONU/Rick Bajorna

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque. *

Em mensagem de video para marcar seis anos do conflito na Síria, o coordenador de assistência humanitária das Nações Unidas afirmou esperar que 2017 traga o fim dos confrontos no país árabe.

O Escritório de Assistência Humanitária da ONU, Ocha, é chefiado por Stephen O'Brien.

Mulheres e crianças

Segundo ele, a forma como os civis sírios estão sendo afetados pela guerra desde 2011 é "indescupável". (Assista ao vídeo em inglês)

Na mensagem, o chefe do Ocha lembrou ainda que a maioria dos 5 milhões de pessoas que tiveram que fugir de uma violência grotesca são mulheres e crianças, que agora vivem como refugiados. Outros 6 milhões de sírios tornaram-se deslocados internos.

Para O'Brien, mesmo que um acordo político para acabar com o conflito seja alcançado amanhã, milhões de sírios continuariam precisando de assistência por meses e até mesmo anos.

Combates

Centenas de milhares de pessoas perderam a vida desde o início dos combates entre simpatizantes do presidente Bashar al Assad e opositores do regime.

Antes da divulgação do vídeo, o alto comissário da ONU para direitos humanos, Zeid Al Hussein, havia afirmado que a crise síria é o "pior desastre produzido pela mão do homem" desde a Segunda Guerra Mundial.

Uma outra agência da ONU, a Organização Mundial da Saúde, OMS, disse que o acesso dos sírios a serviços de saúde e atendimento tem piorado, seriamente, desde o início da guerra.

Mais da metade dos hospitais públicos e postos de atendimento na Síria foram fechados ou estão apenas funcionando parcialmente. Quase dois terços dos agentes de saúde tiveram que fugir da violência. E aqueles postos que permanecem aberto tem problemas com fornecimento de água, eletricidade e suprimentos médicos.

*Apresentação: Laura Gelbert.

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JORNAL DA ONU - 6 MIN, 18 DE AGOSTO DE 2017
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