Agência da ONU pede acesso e recursos para evitar fome no Iêmen

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Chefe do Programa Mundial de Alimentação, PMA, visitou o país e apelou a autoridades em Áden e Sanaa que permitam a entrada de ajuda, Ertharin Cousin disse que as pessoas podem morrer se não receberem comida.

Chefe do Programa Mundial de Alimentação, PMA, Ertharin Cousin visita o Iêmen. Foto: PMA

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.*

A chefe do Programa Mundial de Alimentação, PMA, Ertharin Cousin, fez um apelo à comunidade internacional para que ajude a evitar a fome no Iêmen. A agência da ONU precisa de recursos para atender às necessidades das pessoas que enfrentam insegurança alimentar grave.

Cousin, que visitou o país, também pediu acesso às regiões de conflito. Ela quer que as autoridades das cidades de Áden e Sanaa permitam a entrada das equipes do PMA para que as pessoas não morram de fome.

Prevenção

Para a representante da ONU, trabalhadores humanitários estão conseguindo evitar que a situação piore ainda mais. Ela alertou que em algumas áreas inacessíveis, as pessoas estão em uma condição de insegurança alimentar grave. Segundo Cousin, há grave risco de que as pessoas morram de fome.

Durante a visita de três dias a Áden e Sanaa, a chefe do PMA visitou centros de nutrição e saúde e locais de distribuição de comida onde famílias lutam para alimentar os seus filhos.

Fome

O Iêmen, a Somália e o nordeste da Nigéria estão à beira da fome, situação que foi declarada em partes do estado de Unidade, no Sudão do Sul.

Ertharin Cousin descreveu a situação no Iêmen como "de cortar o coração". Segundo a representante, os "números contam a história", com mais de 17 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar, sendo 7 milhões de forma grave.

"É uma corrida contra o tempo", afirmou a chefe do PMA, alertando que se não houver uma escalada na assistência, a situação de fome será vista em algumas das áreas mais atingidas e inacessíveis.

Desafios
Apesar de consideráveis desafios no acesso, o PMA chegou a um número recorde de 4,9 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar no Iêmen em fevereiro.

Devido a recursos inadequados, a agência da ONU reduziu a porção de alimentos para que a assistência possa cobrir todas as pessoas.

Sendo o país mais pobre da região, há décadas o Iêmen sofreu com insegurança alimentar crônica e a situação piorou rapidamente nos últimos dois anos por causa do conflito.

O PMA vai precisar de US$ 950 milhões para ajudar mais de 7 milhões de pessoas no Iêmen este ano. Deste total, a agência precisa de US$ 460 milhões urgentemente entre março e agosto para cobrir as necessidades alimentares das pessoas que espera alcançar.

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.

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